Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) revelou que os Estados Unidos estariam se preparando para aumentar a pressão sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como retaliação ao andamento do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado. Segundo Eduardo, a estratégia de Washington poderia incluir sanções direcionadas, revogação de vistos e até novas medidas tarifárias.
Principais pontos abordados por Eduardo Bolsonaro
Opções sobre a mesa: “Sei que [Trump] tem uma série de possibilidades em jogo, desde sancionar mais autoridades brasileiras a uma nova onda de retiradas de vistos e questões tarifárias”.
Pressão sobre Alexandre de Moraes: Eduardo afirmou que, ao contrário dos ministros brasileiros, Donald Trump ainda possui instrumentos a serem acionados — sugerindo inclusive sanções à esposa de Moraes, que ele descreveu como “seu braço financeiro”, e maior rigor contra aliados do magistrado do STF.
Ações na Europa: Ele pretende levar o caso à Europa, tentando convencer parlamentares europeus a também adotar sanções semelhantes — citou apoio do líder do partido Chega, de Portugal, André Ventura, que apoia a proposta de impedir a entrada de Moraes no país e congelar seus bens com base em legislações de direitos humanos.
Contexto da escalada diplomática
Essa articulação ocorre em meio a uma crise diplomática que escalou fortemente em 2025, envolvendo tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, revogação de vistos de ministros do STF e sanções com base na Lei Magnitsky, tudo motivado pela percepção, por parte dos EUA, de perseguição judicial contra Bolsonaro.




