Moraes afirma que Judiciário brasileiro sofre ataques por ser “o mais forte do mundo”
Ministro do STF defende que críticas recorrentes refletem poder institucional da Corte e campanhas de desinformação
Declaração de impacto em encontro do Judiciário
Em discurso nesta terça-feira (02/12/2025), durante o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, o ministro Alexandre de Moraes declarou que o sistema de Justiça no Brasil vem sendo alvo de “ataques contínuos” — motivados, segundo ele, pelo fato de o Judiciário brasileiro ser atualmente “o mais forte do mundo”.
Por que, segundo Moraes, o Judiciário incomoda
Para o ministro, o poder das Cortes brasileiras se sustenta pela sua independência: as decisões não dependem de eleições nem de pressões políticas externas, e a atuação coordenada por meio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confere unidade institucional. Essa solidez, afirmou, teria incomodado “inimigos da democracia”, que investem em desinformação e ataques para fragilizar a credibilidade da Justiça.
Contexto: recentes julgamentos, polarização e tentativas de golpe
As declarações de Moraes ocorrem no contexto recente de decisões importantes da corte, inclusive julgamentos sobre tentativas de golpe de Estado, prisões de investigados e ações contra desinformação. O ministro lembrou que não apenas a Justiça Eleitoral, mas todo o Judiciário é alvo de críticas generalizadas — muitas vezes amplificadas nas redes sociais.
Defesa da democracia ou concentração de poder? Reflexões e controvérsias
Para apoiadores da declaração, Moraes reforça a importância de instituições fortes para garantir o Estado de Direito, combater crimes graves e proteger a democracia. A defesa do Judiciário, disseram, é essencial diante de ameaças e tentativas de deslegitimar decisões por meio de fake news e mobilização política.
Já críticos alertam para os riscos de excesso de poder concentrado, de decisões que podem parecer politizadas, e de que o discurso de institucionalidade seja usado para justificar decisões controversas sem ampla transparência. Para eles, o “fortalecimento” do Judiciário precisa vir acompanhado de fiscalização, debate e garantias de direitos fundamentais.
Desafio imediato: reputação, confiança pública e futuro da Justiça no Brasil
O momento exige equilíbrio: o Judiciário precisa defender sua autoridade contra ataques — reais ou artificiais — mas também preservar a confiança da sociedade por meio de transparência, clareza e respeito a instâncias institucionais. O que estiver por vir, dizem especialistas, será decisivo para consolidar ou abalar a imagem da Justiça no país.









