quarta-feira, abril 14, 2021
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Casa Civil: “Mendes irá se envolver 100% se Garcia for candidato”

MidiaNews

O governador Mauro Mendes (DEM) deve “mergulhar de cabeça” na campanha eleitoral do empresário e ex-deputado federal Fábio Garcia (DEM), caso este último oficialize a sua candidatura à Prefeitura de Cuiabá.

 

A afirmação foi feita pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, em entrevista ao MidiaNews nesta semana.

 

Carvalho avalia que a demora de Garcia em tomar uma decisão sobre concorrer ao Palácio Alencastro não deve interferir na estruturação da campanha e aponta que a alta rejeição do atual prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), que seria apontada em pesquisas internas feitas pelo partido, pode fazer toda a diferença nas urnas.

 

Na entrevista, o chefe da Casa Civil ainda rechaçou qualquer possibilidade do governador deixar o Democratas ao final das eleições, agendadas para o dia 15 de novembro deste ano – o que seria reflexo de um suposto racha dentro do partido após opiniões divergentes de Mendes com os irmãos Jayme e Júlio Campos.

 

Veja a entrevista:

 

MidiaNews – Nesta semana, o ex-deputado federal Fábio Garcia anunciou que está tentando viabilizar sua candidatura com outros partidos. O senhor não acha que isso ocorreu tarde demais? Isso não atrapalha a estruturação da campanha?

 

Mauro Carvalho – Se a gente for avaliar dessa forma, todas as candidaturas do governador Mauro Mendes sempre foram lançadas faltando alguns segundos para o final do segundo tempo. Então, acho que isso não interfere em nada. Fábio está construnido a candidatura dele junto com o grupo político e eu acho que está no tempo correto, até porque as convenções ainda vão se iniciar. Não vejo nenhum impedimento em relação à articulação que está sendo feita neste momento.

 

MidiaNews – Garcia afirmou que a análise de pesquisas internas do partido apontam uma alta rejeição do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e que isso o teria “animado” a entrar na disputa. Apenas tal índice de rejeição já configura um bom cenário para o DEM lançar candidato?

 

Mauro Carvalho – A rejeição é um fator extremamente importante em todas as pesquisas eleitorais. Nós temos “n” casos no Brasil todo, em todas as cidades, em capitais, de candidatos que estavam em primeiro lugar nas pesquisas e também eram o primeiro lugar em rejeição. E candidatos que estavam praticamente em último lugar na pesquisa e que conseguiram dar a volta por cima e foram eleitos. Então, a rejeição é um fator que tem que ser levado em consideração, é extremamente importante em uma pesquisa eleitoral e pode fazer toda a diferença na vitória de um candidato a prefeito de Cuiabá.

 

MidiaNews – No caso da oficialização da candidatura de Fábio Garcia, o senhor acredita que o governador será um bom “puxador de votos”? Ele vai “mergulhar” na campanha?

 

Mauro Carvalho – O Fábio Garcia foi secretário do governador Mauro Mendes, participou de todas as campanhas eleitorais, foi deputado federal com o apoio do governador, participa do partido, é o presidente do DEM, então, com certeza terá 100% do envolvimento do governador Mauro Mendes na campanha dele.

 

MIdiaNews – O DEM ainda está indefinido quanto ao Senado e se fala até mesmo em um racha no partido. O senhor deve apoiar a candidatura do senador tampão Carlos Fávaro (PSD)? Não seria melhor uma composição do DEM com o Nilson Leitão (PSDB), do que ficar sem nada?

 

Mauro Carvalho – Olha, como secretário-chefe da Casa Civil, eu sigo as ordens do meu líder numero um, que é o Mauro Mendes. Então, eu espero essa definição dele para a gente, realmente, se posicionar. Por enquanto, ele está avaliando, está conversando com muitas pessoas para, só mais para frente, se posicionar com relação ao Senado.

 

MidiaNews –  Com essa discussão do Senado entre os irmãos Campos e Mauro Mendes, surgiu nos bastidores a hipótese do governador abandonar o DEM após a eleição. Acredita que isso possa acontecer?

 

Mauro Carvalho – Não, não há nenhum possibilidade do governador sair do partido. Isso é uma discussão democrática que existe em todos os partidos. É algo perfeitamente normal. É uma discussão importante, democrática e que só engrandece o partido.

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