quinta-feira, abril 15, 2021
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Mendes: Se Emanuel recusar, valor do BRT vai para outra cidade

REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que Cuiabá corre o risco de ficar sem as obras do ônibus de trânsito rápido (BRT) caso o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) permaneça contra a construção da obra. Nesse cenário, a Capital ficaria sem nenhuma obra, uma vez que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) já foi descartado.

 

Em live do MidiaNews, Mendes disse que chegará uma etapa da obra que ele precisará de autorização da Prefeitura de Cuiabá para dar andamento.

 

Ocorre que Emanuel tem sido contra a desistência do VLT e tem acionado o Governo do Estado na Justiça. Até o momento, perdeu todos os pedidos por adiar a troca.

 

Desta forma, segundo Mendes, se Emanuel oficializar por escrito que não aceita a implantação do BRT na Capital, ele vai usar o montante da obra em outros municípios.

 

“Estamos reestudando o traçado e estamos convidando a Prefeitura de Cuiabá e Várzea Grande para participar. Se ele [Emanuel] quiser participar, será bem-vindo, se não quiser, vamos fazer mesmo assim”, disse.

 

“Mas vai chegar um ponto que temos que, obrigatoriamente, encaminhar esses projetos para Prefeitura aprovar. Se ele não aprovar e dizer que não quer o BRT – e ele como prefeito pode falar isso – tudo bem. Se ele falar que não quer, ok. O Governo não faz. Tem 140 municípios de Mato Grosso que estão loucos para receber investimento”, acrescentou.

 

O governador afirmou que essa possibilidade ainda está distante, já que o Executivo ainda trabalha no projeto e vai lançar a licitação. Entretanto, ressaltou não haver chances de realizar a obra do VLT, que é o desejo de Emanuel.

 

“Se o prefeito formalmente escrever uma carta e dizer que não quer o BRT – o VLT não vai ter -, não tem problema. Ele assume esse ônus e eu pego os R$ 400 milhões e envio para os 140 municípios. Vamos fazer esse investimento em outro lugar”, afirmou.

 

“Ainda estamos fazendo os estudos e o projeto. Mas, óbvio, que a Prefeitura tem que aprovar esses projetos. Se ele disser que não vai aprovar e não quer, como vou fazer? A não ser que alguém entre na Justiça e obrigue ele a querer. E a Justiça tem esse condão. Mas o VLT não vai ter, pode ter certeza disso”, completou.

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