sexta-feira, abril 16, 2021
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Cineasta de Brasília faz vaquinha virtual para levar filme do Cerrado a Cuba

Metrópoles

O diretor, roteirista e produtor, Emanuel Lavor, ou Manu, pode dar largos passos em sua carreira nos próximos meses. Isso porque o jovem cineasta, de 25 anos, foi um dos oito escolhidos pela Escuela Internacional de Cine y TV, em Cuba, para cursar o Mestrado em Escrita Criativa para Cinema.

“Assim que recebi o resultado fiquei muito feliz. É um processo seletivo muito difícil, com apenas oito vagas para roteiristas do mundo inteiro”, contou Manu, que é formado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília, ao Metrópoles.

A maestria é composta por uma grade horária prática, que faz com que os alunos respirem cinema de forma ininterrupta por oito meses. Referência, a instituição cubana tem nomes como o do renomado escritor Gabriel Garcia Marquez em sua fundação.

O projeto de Manu que foi aprovado é o primeiro longa-metragem onde ele exerce as funções de roteirista e diretor. A obra, que se chama A Onça, é baseada no curta O Pequeno Chupa-Dedo, finalizado no ano passado.

O curta chegou a receber diversas premiações no Brasil, como nas categorias Melhor Filme do Público, Melhor Roteiro e Melhor Atriz no Curta Taquary – Mostra Cinema Fantástico.

“Agora, o filme está contextualizado em um assentamento nos arredores de Brasília, focando na história de uma mãe e um filho isolados durante a Pandemia de Covid-19. Durante a história, a relação de ambos tem como plano de fundo o desmatamento do Cerrado e a presença de uma onça pelas redondezas. É um filme soturno que se utiliza das convenções do gênero de suspense para tratar de temáticas sanitárias, socio-econômicas e ambientais… é uma espécie de ‘horror agroecológico’”, descreve o roteirista.

Financiamento coletivo
Um dos pré-requisitos para a seleção internacional era a inscrição de projetos ainda em desenvolvimento, tal qual o longa de Manu. O jovem terá a chance de finalizar o filme de ficção na renomada escola internacional.

O curso tem um custo total de 12 mil euros. Este valor inclui as passagens, a formação, hospedagem e alimentação. Para arcar com os custos da viagem, o cineasta abriu um financiamento coletivo – para ajudar, clique aqui.

“É um curso caro e fazer um financiamento foi uma das primeiras ideias. O Benfeitoria tem se mostrado algo muito eficaz, uma vez que tem muita gente que se identifica com o meu sonho e se mobiliza em ajudar”, pondera.

Além de ator, cinéfilo e cineasta, Manu é fotógrafo analógico e professor de yoga. Inclusive, estas duas habilidades são contrapartidas do Benfeitoria. A quem ajuda no financiamento, em troca, ele oferece algumas recompensas, que podem ir desde lembranças de Cuba (R$ 30) a um combo de ensaio analógico + yoga (R$ 3 mil).

Os interessados podem depositar contribuições diretamente na conta que foi criada para o financiamento, através do PIX. “Quem não tem condições de ajudar financeiramente ajuda muito compartilhando e divulgando a campanha, algo que eu agradeço com todo o coração”, considera Manu.

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