Lula Cobra Fachin para Evitar Impacto da Crise do STF nas Eleições e Defende Reforma do Judiciário
A 18 dias do primeiro turno, presidente diz que sociedade não pode viver sob "denuncismo" diário, critica bate-bocas transmitidos pela TV e afirma que ninguém está acima da lei.
Foto: O presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto em 3 de setembro de 2026 — Foto: Adriano Machado/Reuters
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cobrou publicamente nesta quarta-feira (16) uma postura enérgica do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para blindar o processo eleitoral de 2026 dos reflexos da crise institucional instaurada na Corte. A manifestação ocorre no dia seguinte à tensa sessão plenária extraordinária que debatia a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes — paralisada por pedido de vista de Flávio Dino antes da análise de mérito.
A exatamente 18 dias da votação do primeiro turno, agendada para 4 de outubro, Lula pontuou que o país não pode permanecer paralisado por acusações recorrentes sem desfecho conclusivo perante a opinião pública:
"O que não dá é para a sociedade ficar assistindo esse denuncismo. Fulano pegou não sei quantos milhões, fulano recebeu não sei quantos milhões, e a sociedade está ouvindo tudo isso todo santo dia. O Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral."
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em entrevista ao podcast Desce a Letra Show.
Defesa Institucional e Igualdade Perante a Lei
Ao mesmo tempo em que exigiu rigor apuratório, Lula sustentou a necessidade de resguardar a soberania e a imagem da Corte máxima do país, enfatizando que a igualdade perante o ordenamento jurídico alcança a todas as autoridades da República:
Soberania do STF: O petista ressaltou que o tribunal não pode ter seu prestígio erodido: "A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada. Ela é a instância máxima de poder nesse país. Quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar a decisão da Suprema Corte";
Ampla Defesa e Apuração: Defendeu que investigações ocorram sob garantias constitucionais, mas sem condescendência corporativa: "A presunção de inocência tem que ser garantida a todo mundo, mas é preciso apurar. Ninguém está acima da lei, nem eu, nem o Fachin, nem ministro da Suprema Corte";
Repúdio ao Confronto Televisivo: O presidente reprovou o nível de beligerância verbal exibido durante a transmissão aberta da TV Justiça: "Aquele debate na televisão que eu assisti não é correto".
A cobrança representa uma continuidade da cobrança pública por firmeza direcionada a Fachin. Em 10 de setembro, Lula já havia externado satisfação com as primeiras decisões de Fachin, afirmando na ocasião esperar providências adicionais do magistrado para "colocar ordem na casa".
Reforma do Judiciário e do Sistema Político
O chefe do Executivo destacou que a sucessão de revelações e tensões no caso Banco Master consolidou sua posição a favor de uma ampla reformulação estrutural nas instituições de Justiça brasileiras:
"Vamos fazer uma reforma no Poder Judiciário. A partir de agora, eu acho que não tem como não discutir mais isso. Tem muita queixa e a imagem não está boa. Tem que fazer uma reforma no Poder Judiciário e também na política. A política está muito apodrecida no Brasil."
Solidariedade e Elogios a Moraes
Apesar de reiterar a exigência de apuração e eventual sanção aos envolvidos caso se comprovem delitos, Lula renovou os elogios ao papel exercido por Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais de 2022.
O petista afirmou que o ministro fez um "trabalho extraordinário para garantir a democracia" e associou a virulência dos ataques contra o magistrado às sentenças proferidas nos processos que atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro e réus acusados de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
A exatamente 18 dias da votação do primeiro turno, agendada para 4 de outubro, Lula pontuou que o país não pode permanecer paralisado por acusações recorrentes sem desfecho conclusivo perante a opinião pública:
"O que não dá é para a sociedade ficar assistindo esse denuncismo. Fulano pegou não sei quantos milhões, fulano recebeu não sei quantos milhões, e a sociedade está ouvindo tudo isso todo santo dia. O Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral."
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em entrevista ao podcast Desce a Letra Show.
Defesa Institucional e Igualdade Perante a Lei
Ao mesmo tempo em que exigiu rigor apuratório, Lula sustentou a necessidade de resguardar a soberania e a imagem da Corte máxima do país, enfatizando que a igualdade perante o ordenamento jurídico alcança a todas as autoridades da República:
Soberania do STF: O petista ressaltou que o tribunal não pode ter seu prestígio erodido: "A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada. Ela é a instância máxima de poder nesse país. Quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar a decisão da Suprema Corte";
Ampla Defesa e Apuração: Defendeu que investigações ocorram sob garantias constitucionais, mas sem condescendência corporativa: "A presunção de inocência tem que ser garantida a todo mundo, mas é preciso apurar. Ninguém está acima da lei, nem eu, nem o Fachin, nem ministro da Suprema Corte";
Repúdio ao Confronto Televisivo: O presidente reprovou o nível de beligerância verbal exibido durante a transmissão aberta da TV Justiça: "Aquele debate na televisão que eu assisti não é correto".
A cobrança representa uma continuidade da cobrança pública por firmeza direcionada a Fachin. Em 10 de setembro, Lula já havia externado satisfação com as primeiras decisões de Fachin, afirmando na ocasião esperar providências adicionais do magistrado para "colocar ordem na casa".
Reforma do Judiciário e do Sistema Político
O chefe do Executivo destacou que a sucessão de revelações e tensões no caso Banco Master consolidou sua posição a favor de uma ampla reformulação estrutural nas instituições de Justiça brasileiras:
"Vamos fazer uma reforma no Poder Judiciário. A partir de agora, eu acho que não tem como não discutir mais isso. Tem muita queixa e a imagem não está boa. Tem que fazer uma reforma no Poder Judiciário e também na política. A política está muito apodrecida no Brasil."
Solidariedade e Elogios a Moraes
Apesar de reiterar a exigência de apuração e eventual sanção aos envolvidos caso se comprovem delitos, Lula renovou os elogios ao papel exercido por Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais de 2022.
O petista afirmou que o ministro fez um "trabalho extraordinário para garantir a democracia" e associou a virulência dos ataques contra o magistrado às sentenças proferidas nos processos que atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro e réus acusados de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
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