sexta-feira, abril 16, 2021
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Crítica infundada

O Brasil passa por profundo processo de vilipendiação, dos valores: éticos, morais e institucionais. Não satisfeitos, resolveram agora, em função dessa maldita pandemia proveniente do coronavírus (SARS-CoV-2) causador da Covid-19; também, vilipendiar algo que é mais sagrado para todos os cristãos do Brasil, a nossa religiosidade.

 

Quando falo em religiosidade, falo no sentido amplo da palavra, é um termo abrangente para referir aos numerosos aspectos da atividade religiosa, dedicação e crença religiosa.

 

Falo isso, porque vivemos em um Estado laico, que não se manifesta em assuntos religiosos, garantindo a liberdade religiosa e não adota religião oficial, portanto falo em nome de todas as religiões.

 

A Suprema Corte (STF), infelizmente vem protagonizando, tomadas de decisões monocráticas e colegiadas, algumas delas: infundadas, complicadas, casuísticas e outras acertadas, como foi a meu ver, na condição de leigo, porém temente a Deus, a tomada de decisão pelo ministro Kassio Nunes.

 

A decisão proferida pelo ministro da Suprema Corte (STF), Kassio Nunes Marques, em liberar a realização de cultos e missas, respeitando: limites de participantes, obedecendo o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS), como: distanciamento, uso de máscara, álcool em gel e por aí vai.

 

O mesmo, foi duramente criticado pelo decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio de Mello, no domingo (04), chamando o ministro Kassio Nunes Marques de “novato”, e não satisfeito usou o viés político, ao dizer “o indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, para a vaga na Suprema Corte em outubro do ano passado”.

 

O egrégio ministro Marco Aurélio de Mello, não parou por aí, foi além ao dizer “o novato, pelo visto, tem expertise no tema. Pobre Supremo, pobre Judiciário. E atendeu a Associação de Juristas evangélicos. Parte legítima para a ADPF (tipo de processo que discute cumprimento à Constituição)? Aonde vamos parar? Tempos estranhos!”, disse Marco Aurélio de Mello.

 

Pegando o gancho na fala do ministro Marco Aurélio de Mello, vou declinar apenas dois pontos mencionados por ele, “aonde vamos parar? Tempos estranhos!”.

 

Nobre ministro, vou refrescar sua memória, vamos voltar no tempo, em 05/06/2020, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu em decisão  liminar (provisória) a realização de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia do novo coronavírus, com essa decisão: complicada, vexatória, imoral e por aí vai, nenhum dos senhores  se  posicionaram  contrários.

 

Agora, para cultos religiosos, missas, tudo que leva o nome de Deus, aí, Vossa Excelência foi veementemente contrário.

 

Existe um grande paradoxo envolvendo essas duas questões, a realização de cultos e missas, mesmo com os devidos cuidados preconizados pela (OMS), para evitar a propagação do vírus.

 

Segundo o ministro Marco Aurélio de Mello, às realizações de missas e cultos, representam grande perigo à propagação do vírus.

 

Enquanto, a não fiscalização policial nos morros do Rio de Janeiro, local em que ocorrem bailes   funks ilegais, tráfico de drogas, e por aí vai. Embora saibamos, que 90% da população desses morros, são compostos por pessoas de bem, ordeiras, honestas e trabalhadoras, enquanto, apenas 10% estão à margem dá lei. Independentemente disso, pela aglomeração de pessoas ocorrerá maior possibilidade de propagação do vírus.

 

Claro, que o impedimento da subida de policiais   nos morros, através da decisão do ministro Fachin naquela época; tem hoje, reflexos perigosos uma vez que acelerou o processo de disseminação dessa doença maldita a Covid-19, no Rio de Janeiro.

 

E com um agravante, pessoas da zona Sul e Norte do Rio estão subindo o morro, para participar dessas festinhas clandestinas; e muitas delas, ao retornarem para suas casas acabarão levado o vírus para seus familiares, desta forma, contaminando seus entes queridos.

 

No caso dessa decisão monocrática, o nobre ministro Marco Aurélio de Mello não criticou essa decisão no mínimo inconsequente; só se atendo à questão religiosa.

 

Pare o mundo, quero descer!

 

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