Delegacia da Mulher de Sinop Confirma Três Inquéritos Contra Vereador Marcos Vinícius por Assédio e Ameaça
Procedimentos correm sob sigilo após relatos de ex-funcionárias do gabinete sobre pressões sexuais, gravações íntimas não autorizadas e exonerações arbitrárias.
Foto: Marcos Vinícius Borges - Reprodução
(Fonte: Pauta Livre MT/Cleber Romero | Foto: Pauta Livre MT)
A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Adolescente de Sinop confirmou a tramitação de três procedimentos investigativos formais instaurados para apurar graves denúncias de assédio sexual, constrangimento e ameaça envolvendo o vereador Marcos Vinícius Borges.
Por meio de posicionamento institucional, a Polícia Civil de Mato Grosso explicou que os autos tramitam em regime restrito para resguardar a integridade das vítimas e a eficácia das diligências em andamento:
“A Polícia Civil informa que há três procedimentos investigativos em andamento na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Adolescente de Sinop para apuração dos fatos. Os casos estão em sigilo e mais detalhes não podem ser passados.”
— Nota oficial da Polícia Civil de Mato Grosso.
Relato de Ex-Servidora Envolve Coação e Imagens Ocultas
A primeira denúncia levada a conhecimento público partiu de uma ex-servidora comissionada da Câmara Municipal de Sinop. De acordo com o depoimento prestado, a relação teve início em eventos sociais e desdobrou-se em vínculo afetivo, culminando na nomeação dela para integrar o gabinete parlamentar.
A mulher relatou que, durante a vigência do contrato, passou a ser alvo reiterado de investidas de cunho sexual, conversas sobre fetiches e exigências de práticas com as quais expressava expressa discordância. A denunciante narrou ainda um episódio grave em que um amigo próximo do vereador teria adentrado sua sala de trabalho, segurado suas pernas e tentado consumar investidas físicas, afirmando que sua admissão funcional fazia parte de um plano conjunto para que ela mantivesse relações com ambos.
A ex-funcionária também declarou ter descoberto posteriormente que encontros íntimos mantidos com o parlamentar foram gravados por uma câmera de segurança sem seu conhecimento ou autorização em um imóvel particular. Ao tentar romper a convivência e manter apenas as atribuições institucionais, ela afirmou ter sido alvo de ameaças veladas de vazamento do material audiovisual para forçar sua saída do trabalho.
Segunda Denúncia Aponta Demissão por Recusa a Fetiches
O segundo procedimento investigativo apoia-se no relato de uma jovem de 22 anos, que declarou ter sido exonerada de suas funções no Poder Legislativo municipal após recusar reiteradas imposições de natureza sexual feitas pelo parlamentar.
Segundo ela, a aproximação começou por redes sociais com promessas de contratação no gabinete. Posteriormente, o vereador teria passado a cobrar participação em festas de troca de casais (swing), viagens e relações sexuais grupais. A jovem relatou que, após recusar usar roupas íntimas e curtas adquiridas pelo parlamentar para uma viagem, foi informada pelo setor de Recursos Humanos, com apenas três meses de serviço, que seria desligada do cargo: "Se eu tivesse aceitado, eu estaria trabalhando lá até hoje".
A depoente relatou ainda que Marcos Vinícius utilizava o próprio telefone celular para tentar fotografar e gravar momentos íntimos à sua revelia, além de exibir vídeos íntimos gravados com outras mulheres. Ela afirmou perante as autoridades que se sentia psicologicamente coagida e que, em determinadas ocasiões relatadas, não se encontrava em plena sobriedade.
A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Adolescente de Sinop confirmou a tramitação de três procedimentos investigativos formais instaurados para apurar graves denúncias de assédio sexual, constrangimento e ameaça envolvendo o vereador Marcos Vinícius Borges.
Por meio de posicionamento institucional, a Polícia Civil de Mato Grosso explicou que os autos tramitam em regime restrito para resguardar a integridade das vítimas e a eficácia das diligências em andamento:
“A Polícia Civil informa que há três procedimentos investigativos em andamento na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Adolescente de Sinop para apuração dos fatos. Os casos estão em sigilo e mais detalhes não podem ser passados.”
— Nota oficial da Polícia Civil de Mato Grosso.
Relato de Ex-Servidora Envolve Coação e Imagens Ocultas
A primeira denúncia levada a conhecimento público partiu de uma ex-servidora comissionada da Câmara Municipal de Sinop. De acordo com o depoimento prestado, a relação teve início em eventos sociais e desdobrou-se em vínculo afetivo, culminando na nomeação dela para integrar o gabinete parlamentar.
A mulher relatou que, durante a vigência do contrato, passou a ser alvo reiterado de investidas de cunho sexual, conversas sobre fetiches e exigências de práticas com as quais expressava expressa discordância. A denunciante narrou ainda um episódio grave em que um amigo próximo do vereador teria adentrado sua sala de trabalho, segurado suas pernas e tentado consumar investidas físicas, afirmando que sua admissão funcional fazia parte de um plano conjunto para que ela mantivesse relações com ambos.
A ex-funcionária também declarou ter descoberto posteriormente que encontros íntimos mantidos com o parlamentar foram gravados por uma câmera de segurança sem seu conhecimento ou autorização em um imóvel particular. Ao tentar romper a convivência e manter apenas as atribuições institucionais, ela afirmou ter sido alvo de ameaças veladas de vazamento do material audiovisual para forçar sua saída do trabalho.
Segunda Denúncia Aponta Demissão por Recusa a Fetiches
O segundo procedimento investigativo apoia-se no relato de uma jovem de 22 anos, que declarou ter sido exonerada de suas funções no Poder Legislativo municipal após recusar reiteradas imposições de natureza sexual feitas pelo parlamentar.
Segundo ela, a aproximação começou por redes sociais com promessas de contratação no gabinete. Posteriormente, o vereador teria passado a cobrar participação em festas de troca de casais (swing), viagens e relações sexuais grupais. A jovem relatou que, após recusar usar roupas íntimas e curtas adquiridas pelo parlamentar para uma viagem, foi informada pelo setor de Recursos Humanos, com apenas três meses de serviço, que seria desligada do cargo: "Se eu tivesse aceitado, eu estaria trabalhando lá até hoje".
A depoente relatou ainda que Marcos Vinícius utilizava o próprio telefone celular para tentar fotografar e gravar momentos íntimos à sua revelia, além de exibir vídeos íntimos gravados com outras mulheres. Ela afirmou perante as autoridades que se sentia psicologicamente coagida e que, em determinadas ocasiões relatadas, não se encontrava em plena sobriedade.
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