Entidades sindicais se reúnem em frente à Casa Civil e cobram suspensão dos consignados e recomposição da RGA
Mobilização reúne servidores de diferentes carreiras para exigir providências contra descontos vinculados a contratos questionados e a negociação das perdas salariais acumuladas pelo funcionalismo estadual.
Foto: VT News
Servidores públicos e representantes de entidades sindicais estão reunidos nesta quarta-feira (23), em frente à Casa Civil, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, para cobrar respostas do Governo de Mato Grosso sobre duas pautas que atingem diretamente o funcionalismo estadual, a suspensão dos descontos de consignados com indícios de irregularidades e a recomposição das perdas acumuladas da Revisão Geral Anual (RGA).
A mobilização reuniu diferentes categorias do serviço público. Organizado com a participação do SINPAIG-MT e de outras entidades representativas, o ato busca medidas efetivas de proteção à renda e aos direitos dos servidores.
Suspensão dos descontos questionados
Uma das principais cobranças apresentadas durante o ato é a suspensão cautelar dos descontos relacionados a contratos de cartão de crédito consignado e cartão-benefício que estejam formalmente questionados ou vinculados a instituições investigadas.
As entidades defendem que as cobranças sejam interrompidas até a conclusão de uma auditoria técnica e independente, com a análise dos contratos, autorizações, valores efetivamente liberados, taxas de juros, custo efetivo total, formas de amortização e regularidade dos credenciamentos.
O pedido não representa cancelamento indiscriminado de dívidas regularmente contratadas. A reivindicação é para que o servidor não continue sofrendo descontos relativos a operações sob suspeita enquanto os fatos ainda estão sendo apurados.
A crise dos consignados também é objeto de investigação da Polícia Federal. A Operação Fugazi apura suspeitas de fraudes envolvendo operações de crédito consignado e cartão consignado, com possíveis prejuízos a servidores públicos, aposentados e pensionistas.
As entidades também cobram transparência, preservação dos documentos e sistemas, responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam comprovadas, poderá ocorrer restituição dos valores eventualmente descontados de maneira indevida.
Servidores cobram perdas da RGA
A segunda pauta central do movimento é a recomposição das perdas salariais acumuladas pela ausência do pagamento integral das Revisões Gerais Anuais.
Segundo os sindicatos, o passivo acumulado chega a 18,38%. O percentual também consta nas convocações das assembleias realizadas pelo SINPAIG-MT e pelo SINDES-MT para esta quarta-feira.
As entidades defendem a abertura imediata de uma mesa de negociação para discutir um cronograma de pagamento responsável, transparente e compatível com as condições fiscais do Estado.
A RGA não constitui aumento real ou privilégio. Sua finalidade é recompor o poder de compra perdido pela inflação. Quando essa reposição não ocorre integralmente, os salários perdem valor e os servidores passam a enfrentar dificuldades cada vez maiores para manter despesas básicas, como alimentação, moradia, transporte e saúde.
Recomposição também movimenta a economia de Mato Grosso
Durante a mobilização, as entidades destacam que a recomposição salarial não beneficia somente o funcionalismo. O dinheiro recebido pelos servidores retorna à economia por meio do consumo no comércio e da contratação de serviços.
A recomposição fortalece pequenos negócios, movimenta setores como alimentação, habitação, transporte e saúde, contribui para a manutenção de empregos e amplia a arrecadação estadual.
Por isso, os sindicatos sustentam que o pagamento da RGA precisa ser tratado como uma decisão de gestão e de valorização do serviço público, acompanhada de planejamento financeiro e negociação permanente.
União das entidades
Para o SINPAIG-MT, a presença conjunta de servidores, sindicatos e associações demonstra que os problemas ultrapassam categorias isoladas. Os consignados questionados e as perdas salariais afetam milhares de famílias e exigem uma resposta institucional coordenada.
Sob a presidência de Antônio Wagner, o SINPAIG-MT vem articulando o diálogo com diferentes entidades, respeitando a autonomia e o protagonismo de cada representação sindical. O objetivo é construir uma pauta coletiva capaz de fortalecer a voz dos servidores diante do Governo e dos órgãos responsáveis.
A participação de diferentes sindicatos também amplia a legitimidade do movimento e demonstra que a defesa do funcionalismo deve estar acima de divisões entre carreiras.
As entidades esperam que o Governo do Estado receba os representantes dos servidores, apresente informações sobre as providências adotadas no caso dos consignados e abra uma negociação efetiva sobre o pagamento do passivo da RGA.
O movimento também pede acesso aos documentos relacionados aos credenciamentos das instituições consignatárias, transparência sobre as investigações e medidas imediatas para impedir que servidores continuem sendo prejudicados por operações sob questionamento.
Suspensão cautelar dos consignados questionados, auditoria independente, transparência e recomposição da RGA: essas são as principais reivindicações apresentadas pelas entidades reunidas em frente à Casa Civil.
A mobilização reuniu diferentes categorias do serviço público. Organizado com a participação do SINPAIG-MT e de outras entidades representativas, o ato busca medidas efetivas de proteção à renda e aos direitos dos servidores.
Suspensão dos descontos questionados
Uma das principais cobranças apresentadas durante o ato é a suspensão cautelar dos descontos relacionados a contratos de cartão de crédito consignado e cartão-benefício que estejam formalmente questionados ou vinculados a instituições investigadas.
As entidades defendem que as cobranças sejam interrompidas até a conclusão de uma auditoria técnica e independente, com a análise dos contratos, autorizações, valores efetivamente liberados, taxas de juros, custo efetivo total, formas de amortização e regularidade dos credenciamentos.
O pedido não representa cancelamento indiscriminado de dívidas regularmente contratadas. A reivindicação é para que o servidor não continue sofrendo descontos relativos a operações sob suspeita enquanto os fatos ainda estão sendo apurados.
A crise dos consignados também é objeto de investigação da Polícia Federal. A Operação Fugazi apura suspeitas de fraudes envolvendo operações de crédito consignado e cartão consignado, com possíveis prejuízos a servidores públicos, aposentados e pensionistas.
As entidades também cobram transparência, preservação dos documentos e sistemas, responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam comprovadas, poderá ocorrer restituição dos valores eventualmente descontados de maneira indevida.
Servidores cobram perdas da RGA
A segunda pauta central do movimento é a recomposição das perdas salariais acumuladas pela ausência do pagamento integral das Revisões Gerais Anuais.
Segundo os sindicatos, o passivo acumulado chega a 18,38%. O percentual também consta nas convocações das assembleias realizadas pelo SINPAIG-MT e pelo SINDES-MT para esta quarta-feira.
As entidades defendem a abertura imediata de uma mesa de negociação para discutir um cronograma de pagamento responsável, transparente e compatível com as condições fiscais do Estado.
A RGA não constitui aumento real ou privilégio. Sua finalidade é recompor o poder de compra perdido pela inflação. Quando essa reposição não ocorre integralmente, os salários perdem valor e os servidores passam a enfrentar dificuldades cada vez maiores para manter despesas básicas, como alimentação, moradia, transporte e saúde.
Recomposição também movimenta a economia de Mato Grosso
Durante a mobilização, as entidades destacam que a recomposição salarial não beneficia somente o funcionalismo. O dinheiro recebido pelos servidores retorna à economia por meio do consumo no comércio e da contratação de serviços.
A recomposição fortalece pequenos negócios, movimenta setores como alimentação, habitação, transporte e saúde, contribui para a manutenção de empregos e amplia a arrecadação estadual.
Por isso, os sindicatos sustentam que o pagamento da RGA precisa ser tratado como uma decisão de gestão e de valorização do serviço público, acompanhada de planejamento financeiro e negociação permanente.
União das entidades
Para o SINPAIG-MT, a presença conjunta de servidores, sindicatos e associações demonstra que os problemas ultrapassam categorias isoladas. Os consignados questionados e as perdas salariais afetam milhares de famílias e exigem uma resposta institucional coordenada.
Sob a presidência de Antônio Wagner, o SINPAIG-MT vem articulando o diálogo com diferentes entidades, respeitando a autonomia e o protagonismo de cada representação sindical. O objetivo é construir uma pauta coletiva capaz de fortalecer a voz dos servidores diante do Governo e dos órgãos responsáveis.
A participação de diferentes sindicatos também amplia a legitimidade do movimento e demonstra que a defesa do funcionalismo deve estar acima de divisões entre carreiras.
As entidades esperam que o Governo do Estado receba os representantes dos servidores, apresente informações sobre as providências adotadas no caso dos consignados e abra uma negociação efetiva sobre o pagamento do passivo da RGA.
O movimento também pede acesso aos documentos relacionados aos credenciamentos das instituições consignatárias, transparência sobre as investigações e medidas imediatas para impedir que servidores continuem sendo prejudicados por operações sob questionamento.
Suspensão cautelar dos consignados questionados, auditoria independente, transparência e recomposição da RGA: essas são as principais reivindicações apresentadas pelas entidades reunidas em frente à Casa Civil.
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