Ex-Ministros Defendem que STF Deve Apurar Relação de Moraes e Vorcaro Após Vídeo de Jatinho
Magistrados aposentados sustentam que ignorar suspeitas manteria a Corte em desgaste contínuo e cobram também análise sobre conduta de Mendonça; julgamentos devem ficar para depois das eleições.
Foto: Alexandre de Moraes durante julgamento sobre supostas mensagens de Vorcaro para ele — Foto: Rosinei Coutinho/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) não pode deixar de investigar a fundo as relações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. A posição é defendida de forma enfática por ex-integrantes da Suprema Corte, cujo posicionamento ganhou força após a revelação de imagens em vídeo que mostram Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de uma aeronave executiva vinculada ao empresário no Rio de Janeiro.
Sob a mesma ótica, os magistrados aposentados apontam que o plenário precisa estender o rigor e analisar também eventuais irregularidades e desvios atribuídos à atuação do ministro André Mendonça na condução dos inquéritos relacionados ao caso Master. Na avaliação desses interlocutores, qualquer tentativa de abafar o caso ou ignorar as evidências causaria danos irreparáveis à credibilidade do Judiciário:
"Varrer para debaixo do tapete todas as suspeitas sobre as relações de magistrados com o banqueiro seria péssimo para a imagem do tribunal e manteria o Supremo em estado permanente de crise. Tudo precisa ser investigado, até para provar quem não tenha praticado nenhum ato criminoso a favor de Daniel Vorcaro."
— Manifestação de ex-ministro do STF ouvido sob reserva de interlocução.
Trégua Eleitoral e Sessões Congeladas
A despeito da pressão de juristas e ex-membros da Corte, o tribunal tende a paralisar as deliberações sobre os dois magistrados até a conclusão do processo eleitoral de outubro. A estratégia de adiamento encontra respaldo tanto na ala de sustentação a Alexandre de Moraes quanto no grupo alinhado a André Mendonça. Ambas as correntes avaliam que um novo embate em plenário a poucos dias da votação evitaria a exposição de novas cenas vexatórias e o acirramento do desgaste institucional perante a opinião pública.
O calendário forense reflete a contenção de danos:
Petição de Moraes Contra Mendonça: A sessão extraordinária originalmente reservada para apreciar a representação na qual Moraes acusa o relator do Master de agir politicamente e cometer irregularidades processuais para desgastá-lo foi formalmente suspensa;
Petição de Mendonça Sobre Mensagens: O procedimento formulado por Mendonça para submeter ao plenário as 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes segue paralisado em razão do pedido de vista do ministro Flávio Dino, que sinaliza devolver os autos apenas após o fechamento das urnas;
Cálculo Político: Nos bastidores de Brasília, a percepção predominante entre os magistrados é de que a continuidade da crise nas dependências da Suprema Corte inflige prejuízos diretos à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), beneficiando o discurso de oposição encabeçado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), os dois postulantes que dividem a liderança das pesquisas eleitorais.
Sob a mesma ótica, os magistrados aposentados apontam que o plenário precisa estender o rigor e analisar também eventuais irregularidades e desvios atribuídos à atuação do ministro André Mendonça na condução dos inquéritos relacionados ao caso Master. Na avaliação desses interlocutores, qualquer tentativa de abafar o caso ou ignorar as evidências causaria danos irreparáveis à credibilidade do Judiciário:
"Varrer para debaixo do tapete todas as suspeitas sobre as relações de magistrados com o banqueiro seria péssimo para a imagem do tribunal e manteria o Supremo em estado permanente de crise. Tudo precisa ser investigado, até para provar quem não tenha praticado nenhum ato criminoso a favor de Daniel Vorcaro."
— Manifestação de ex-ministro do STF ouvido sob reserva de interlocução.
Trégua Eleitoral e Sessões Congeladas
A despeito da pressão de juristas e ex-membros da Corte, o tribunal tende a paralisar as deliberações sobre os dois magistrados até a conclusão do processo eleitoral de outubro. A estratégia de adiamento encontra respaldo tanto na ala de sustentação a Alexandre de Moraes quanto no grupo alinhado a André Mendonça. Ambas as correntes avaliam que um novo embate em plenário a poucos dias da votação evitaria a exposição de novas cenas vexatórias e o acirramento do desgaste institucional perante a opinião pública.
O calendário forense reflete a contenção de danos:
Petição de Moraes Contra Mendonça: A sessão extraordinária originalmente reservada para apreciar a representação na qual Moraes acusa o relator do Master de agir politicamente e cometer irregularidades processuais para desgastá-lo foi formalmente suspensa;
Petição de Mendonça Sobre Mensagens: O procedimento formulado por Mendonça para submeter ao plenário as 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes segue paralisado em razão do pedido de vista do ministro Flávio Dino, que sinaliza devolver os autos apenas após o fechamento das urnas;
Cálculo Político: Nos bastidores de Brasília, a percepção predominante entre os magistrados é de que a continuidade da crise nas dependências da Suprema Corte inflige prejuízos diretos à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), beneficiando o discurso de oposição encabeçado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), os dois postulantes que dividem a liderança das pesquisas eleitorais.
Comentários (0)
Participe da conversa! Faça login para comentar.
Entrar no VT NewsSeja o primeiro a comentar.