Lula Afirma que Flávio Bolsonaro Não Tem Biografia e Foi 'Eleito Pelo Crime Organizado'
Em conversa com influenciadores digitais, presidente questiona voto de eleitores diplomados na oposição e explora denúncias sobre emendas e elos com milícias no RJ.
Foto: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os ataques contra seu adversário direto na corrida ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL), em entrevista concedida a influenciadores digitais nesta quarta-feira (30). Lula afirmou que o parlamentar liberal carece de trajetória profissional, não construiu biografia política idônea e ascendeu na vida pública ancorado no crime organizado e em grupos paramilitares do Rio de Janeiro.
O chefe do Executivo aproveitou a oportunidade para criticar a adesão de eleitores com maior grau de escolaridade e formação superior ao projeto político da oposição conservadora:
"Quanto mais as pessoas são graduadas, mais elas são conservadoras. Você não fica com pena disso? Eu quando vejo um cara com diploma, um economista, votar no Bolsonaro eu fico pensando o que é que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?"
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição.
Na sequência, o petista direcionou o discurso diretamente ao histórico do senador:
"Vamos pegar esse Flávio, qual é o compromisso com qualquer seriedade que esse cara tem? Nenhuma, ele não tem biografia. Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade já apoiado pelo crime organizado no Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou. Eu queria que alguém me dissesse o que esse cara tem pra oferecer. Nada, não tem conteúdo."
Histórico de Suspeitas e Emenda ao Miliciano 'Peixe'
As declarações de Lula resgatam investigações antigas e revelações recentes que associam o parlamentar a integrantes de milícias do Rio de Janeiro:
Gabinete na Alerj e Condecorações: As suspeitas sobre Flávio ganharam repercussão quando ele exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). À época, seu gabinete empregou familiares do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como líder do grupo criminoso "Escritório do Crime". Flávio também concedeu homenagens oficiais e medalhas a policiais que posteriormente foram alvos de operações contra o crime organizado;
Destinação de Quase R$ 200 Mil a Condenado no Caso Marielle: Reportagens divulgadas na última semana trouxeram à tona a liberação de quase R$ 200 mil em emendas parlamentares do gabinete de Flávio no Senado, em 2023, para um projeto esportivo articulado por Robson Calixto, o "Peixe", miliciano condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A Polícia Federal apura indícios de desvio dos valores após recuperar mensagens entre Peixe e uma secretária parlamentar do senador.
Flávio Bolsonaro nega veementemente qualquer conluio com estruturas milicianas. O candidato do PL sustenta que as condecorações concedidas no passado visavam homenagear agentes públicos que eram classificados como "fichas-limpas" pelas corporações à época dos fatos e declara que a execução e fiscalização de recursos de emendas orçamentárias competem exclusivamente aos órgãos e entidades executores dos projetos.
O chefe do Executivo aproveitou a oportunidade para criticar a adesão de eleitores com maior grau de escolaridade e formação superior ao projeto político da oposição conservadora:
"Quanto mais as pessoas são graduadas, mais elas são conservadoras. Você não fica com pena disso? Eu quando vejo um cara com diploma, um economista, votar no Bolsonaro eu fico pensando o que é que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?"
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição.
Na sequência, o petista direcionou o discurso diretamente ao histórico do senador:
"Vamos pegar esse Flávio, qual é o compromisso com qualquer seriedade que esse cara tem? Nenhuma, ele não tem biografia. Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade já apoiado pelo crime organizado no Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou. Eu queria que alguém me dissesse o que esse cara tem pra oferecer. Nada, não tem conteúdo."
Histórico de Suspeitas e Emenda ao Miliciano 'Peixe'
As declarações de Lula resgatam investigações antigas e revelações recentes que associam o parlamentar a integrantes de milícias do Rio de Janeiro:
Gabinete na Alerj e Condecorações: As suspeitas sobre Flávio ganharam repercussão quando ele exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). À época, seu gabinete empregou familiares do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como líder do grupo criminoso "Escritório do Crime". Flávio também concedeu homenagens oficiais e medalhas a policiais que posteriormente foram alvos de operações contra o crime organizado;
Destinação de Quase R$ 200 Mil a Condenado no Caso Marielle: Reportagens divulgadas na última semana trouxeram à tona a liberação de quase R$ 200 mil em emendas parlamentares do gabinete de Flávio no Senado, em 2023, para um projeto esportivo articulado por Robson Calixto, o "Peixe", miliciano condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A Polícia Federal apura indícios de desvio dos valores após recuperar mensagens entre Peixe e uma secretária parlamentar do senador.
Flávio Bolsonaro nega veementemente qualquer conluio com estruturas milicianas. O candidato do PL sustenta que as condecorações concedidas no passado visavam homenagear agentes públicos que eram classificados como "fichas-limpas" pelas corporações à época dos fatos e declara que a execução e fiscalização de recursos de emendas orçamentárias competem exclusivamente aos órgãos e entidades executores dos projetos.
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