Lula e Flávio Realizam Comícios Simultâneos em SC: Petista Promete Acabar com Bets e Senador Aponta Compra de Votos
Em Florianópolis, presidente rebate clubes de futebol sobre apostas e diz querer manter Bolsonaro preso; em Joinville, liberal ataca reajuste do Bolsa Família e defende desregulamentação ambiental.
Foto: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram comícios simultâneos em Santa Catarina neste sábado (19) — Foto: Reprodução/TV Globo
Os dois principais candidatos à Presidência da República concentraram suas agendas de campanha em Santa Catarina neste sábado (19), protagonizando atos políticos simultâneos em um dos redutos mais consolidados do eleitorado conservador no país. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro (PL) conquistou 69% dos votos válidos no estado contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a última sondagem da Quaest, divulgada em 24 de agosto, Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto em solo catarinense com 45%, frente a 20% do petista (margem de 3 pontos). No quadro nacional do Datafolha divulgado na quinta-feira (17), ambos aparecem empatados tecnicamente, com 39% para Lula e 36% para Flávio.
Em seu primeiro ato presencial no estado no atual ciclo eleitoral, realizado em Florianópolis, o presidente Lula centrou seu discurso contra a expansão das plataformas de apostas eletrônicas (bets), apontando o segmento como um dos maiores motores do endividamento das famílias de baixa renda. Lula criticou a mobilização de dirigentes esportivos que, na última quinta-feira, publicaram manifesto afirmando que uma proibição terminaria por inviabilizar financeiramente as agremiações de futebol:
"Tomei uma decisão. Se depender da minha vontade, vou conversar com meu pessoal [do Ministério da] Fazenda, meu pessoal do BC [Banco Central], mas a verdade é que eu quero acabar com as bets."
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição.
Lula também mirou o adversário liberal, sustentando que a candidatura de Flávio visa assegurar a impunidade do ex-mandatário: "A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: 'Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia'. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia". O comício na capital reuniu a chapa esquerdista local, integrada pelo candidato ao governo Gelson Merisio (PSB) e pelos concorrentes ao Senado Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT).
Ofensiva de Flávio Contra o Bolsa Família em Joinville
Pela manhã, Flávio Bolsonaro liderou palanque em Joinville, no norte catarinense, e voltou a classificar o reajuste de 15,04% no Bolsa Família — concedido pelo Planalto na quinta-feira (17), elevando o piso para R$ 691 — como um ilícito eleitoreiro a 15 dias do primeiro turno:
"Ele [Lula] foi e tentou comprar o voto dos mais pobres, dando R$ 90 de reajuste para o Bolsa Família. Que vergonha, Lula, que vergonha. O Bolsonaro triplicou, deu mais R$ 420 do que era a média do Bolsa Família; você deu R$ 90."
— Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pelo PL.
O parlamentar também prometeu centralizar a competência de licenciamento ambiental diretamente na alçada da Presidência da República, afirmando que entraves burocráticos travam os investimentos de infraestrutura e o setor produtivo.
O ato em Joinville foi prestigiado por seus familiares e aliados da coligação do PL: os irmãos Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado por SC, e Jair Renan Bolsonaro, que disputa vaga na Câmara dos Deputados; além da deputada Caroline de Toni (concorrente ao Senado) e do governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL). Pela Quaest (SC-00517/2026 e BR-07160/2026), Jorginho pontua com 50%, à frente de João Rodrigues (PSD), com 17%, e Merisio (PSB), com 4%.
Em seu primeiro ato presencial no estado no atual ciclo eleitoral, realizado em Florianópolis, o presidente Lula centrou seu discurso contra a expansão das plataformas de apostas eletrônicas (bets), apontando o segmento como um dos maiores motores do endividamento das famílias de baixa renda. Lula criticou a mobilização de dirigentes esportivos que, na última quinta-feira, publicaram manifesto afirmando que uma proibição terminaria por inviabilizar financeiramente as agremiações de futebol:
"Tomei uma decisão. Se depender da minha vontade, vou conversar com meu pessoal [do Ministério da] Fazenda, meu pessoal do BC [Banco Central], mas a verdade é que eu quero acabar com as bets."
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição.
Lula também mirou o adversário liberal, sustentando que a candidatura de Flávio visa assegurar a impunidade do ex-mandatário: "A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: 'Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia'. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia". O comício na capital reuniu a chapa esquerdista local, integrada pelo candidato ao governo Gelson Merisio (PSB) e pelos concorrentes ao Senado Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT).
Ofensiva de Flávio Contra o Bolsa Família em Joinville
Pela manhã, Flávio Bolsonaro liderou palanque em Joinville, no norte catarinense, e voltou a classificar o reajuste de 15,04% no Bolsa Família — concedido pelo Planalto na quinta-feira (17), elevando o piso para R$ 691 — como um ilícito eleitoreiro a 15 dias do primeiro turno:
"Ele [Lula] foi e tentou comprar o voto dos mais pobres, dando R$ 90 de reajuste para o Bolsa Família. Que vergonha, Lula, que vergonha. O Bolsonaro triplicou, deu mais R$ 420 do que era a média do Bolsa Família; você deu R$ 90."
— Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pelo PL.
O parlamentar também prometeu centralizar a competência de licenciamento ambiental diretamente na alçada da Presidência da República, afirmando que entraves burocráticos travam os investimentos de infraestrutura e o setor produtivo.
O ato em Joinville foi prestigiado por seus familiares e aliados da coligação do PL: os irmãos Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado por SC, e Jair Renan Bolsonaro, que disputa vaga na Câmara dos Deputados; além da deputada Caroline de Toni (concorrente ao Senado) e do governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL). Pela Quaest (SC-00517/2026 e BR-07160/2026), Jorginho pontua com 50%, à frente de João Rodrigues (PSD), com 17%, e Merisio (PSB), com 4%.
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