No Último Dia de TV, Lula Explora Ataque à CNBB e Bets Contra Flávio; Senador Prega Romper 'Velho Sistema'
Petista exibe nota de solidariedade a católicos e liga adversário a cassinos; candidato do PL foca em carestia dos alimentos, medo da população e exibe apoio de Tarcísio e Nikolas.
Foto: Lula e Flávio Bolsonaro no horário eleitoral desta quinta-feira, 1º de outubro — Foto: Reprodução
No encerramento da veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão no primeiro turno, nesta quinta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) definiram estratégias antagônicas para a conquista final dos votos. A chapa petista explorou o atrito de Flávio com a Igreja Católica e o avanço dos jogos de apostas online, enquanto o postulante liberal centrou sua narrativa no desgaste econômico da população e no combate ao que classificou como "velho sistema".
A grade da programação televisiva contou com exibições às 13h e às 20h30. Com o término do cronograma formal de propaganda em rede, as inserções de TV só voltarão a ser transmitidas no dia 9 de outubro, caso a disputa presidencial seja encaminhada para o segundo turno.
A abertura do programa eleitoral da campanha de Lula foi dedicada à leitura de uma mensagem de repúdio às declarações de Flávio sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB):
"Diante dos ataques de Flávio Bolsonaro à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e à Igreja Católica, manifestamos o nosso repúdio. Nossa solidariedade aos bispos, aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e aos brasileiros de todas as religiões."
— Trecho da nota veiculada pela campanha de Lula.
Em outro segmento, a peça televisiva resgatou falas do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e declarações antigas do próprio Flávio em defesa da legalização de cassinos físicos no país, contrapondo o posicionamento à recente Medida Provisória assinada por Lula para banir as apostas esportivas e virtuais no território nacional.
No estúdio, Lula defendeu a preservação das conquistas sociais:
"Mudar não é voltar pra trás. Mudar não é tirar o que você já conquistou, não é armar o país nem entregar as nossas riquezas. Desrespeitar mulher não é mudança, é passado."
Discurso de Flávio Mira Carestia e Rompimento Institucional
A propaganda de Flávio Bolsonaro apresentou um formato focado em agendas de rua, trazendo imagens de comícios ao lado de sua esposa, Fernanda, e de aliados estratégicos da centro-direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Em sua fala, o senador abordou o impacto da inflação dos alimentos e o endividamento familiar:
"Eu senti de perto as dores que vocês estão sentindo. Ouvi, testemunhei o medo que está apavorando cada um de vocês. Eu fui aos mercados, eu vi a aflição que todo mundo hoje tem de não conseguir encher o carrinho. Nosso povo não desiste nunca e sabe que o Brasil não é isso que tá aí. Minha missão de vida é mudar esse velho sistema, que funciona só pra ele, mas não funciona pra você."
O candidato do PL reforçou ainda o slogan de confronto adotado em seus comícios: "Ou o Brasil vence ou eles derrotam o Brasil".
Espaço para Caiado e Cury
Os outros candidatos com representatividade partidária para veiculação no rádio e na televisão também utilizaram seus blocos finais de transmissão. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), apelou para que o eleitor rejeite a polarização e não vote pautado no antipetismo ou no antibolsonarismo, optando por convicção programática. Já o médico e escritor Augusto Cury (Avante) declarou em sua inserção que o país carece de "novas ideias" para pacificar o ambiente nacional.
A grade da programação televisiva contou com exibições às 13h e às 20h30. Com o término do cronograma formal de propaganda em rede, as inserções de TV só voltarão a ser transmitidas no dia 9 de outubro, caso a disputa presidencial seja encaminhada para o segundo turno.
A abertura do programa eleitoral da campanha de Lula foi dedicada à leitura de uma mensagem de repúdio às declarações de Flávio sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB):
"Diante dos ataques de Flávio Bolsonaro à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e à Igreja Católica, manifestamos o nosso repúdio. Nossa solidariedade aos bispos, aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e aos brasileiros de todas as religiões."
— Trecho da nota veiculada pela campanha de Lula.
Em outro segmento, a peça televisiva resgatou falas do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e declarações antigas do próprio Flávio em defesa da legalização de cassinos físicos no país, contrapondo o posicionamento à recente Medida Provisória assinada por Lula para banir as apostas esportivas e virtuais no território nacional.
No estúdio, Lula defendeu a preservação das conquistas sociais:
"Mudar não é voltar pra trás. Mudar não é tirar o que você já conquistou, não é armar o país nem entregar as nossas riquezas. Desrespeitar mulher não é mudança, é passado."
Discurso de Flávio Mira Carestia e Rompimento Institucional
A propaganda de Flávio Bolsonaro apresentou um formato focado em agendas de rua, trazendo imagens de comícios ao lado de sua esposa, Fernanda, e de aliados estratégicos da centro-direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Em sua fala, o senador abordou o impacto da inflação dos alimentos e o endividamento familiar:
"Eu senti de perto as dores que vocês estão sentindo. Ouvi, testemunhei o medo que está apavorando cada um de vocês. Eu fui aos mercados, eu vi a aflição que todo mundo hoje tem de não conseguir encher o carrinho. Nosso povo não desiste nunca e sabe que o Brasil não é isso que tá aí. Minha missão de vida é mudar esse velho sistema, que funciona só pra ele, mas não funciona pra você."
O candidato do PL reforçou ainda o slogan de confronto adotado em seus comícios: "Ou o Brasil vence ou eles derrotam o Brasil".
Espaço para Caiado e Cury
Os outros candidatos com representatividade partidária para veiculação no rádio e na televisão também utilizaram seus blocos finais de transmissão. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), apelou para que o eleitor rejeite a polarização e não vote pautado no antipetismo ou no antibolsonarismo, optando por convicção programática. Já o médico e escritor Augusto Cury (Avante) declarou em sua inserção que o país carece de "novas ideias" para pacificar o ambiente nacional.
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