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PF Prepara Relatório a Fachin com Posição Sobre Ministros Citados no Caso Banco Master

Diante da exposição pública e de pressões internas, corporação decide repassar à presidência do STF a definição sobre o destino das apurações que envolvem quatro magistrados da Corte.

VT

Por Da Redação

01/10/2026 às 15:32

PF Prepara Relatório a Fachin com Posição Sobre Ministros Citados no Caso Banco Master
Foto: Presidente do STF, ministro Edson Fachin em sessão plenária extraordinária do STF - 15/09/2026 — Foto: Rosinei Coutinho/STF
A Polícia Federal (PF) finalizou a elaboração de um relatório institucional que será submetido diretamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, consolidando a postura técnica da corporação a respeito das citações e menções a ministros da Corte colhidas nas investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. A decisão visa transferir formalmente à chefia do tribunal a deliberação sobre quais providências processuais e administrativas devem ser adotadas.

Investigadores ouvidos nos bastidores sustentam que as apurações atingiram o patamar máximo de exposição pública e desgaste institucional. A avaliação unânime na cúpula da PF é de que, para garantir segurança jurídica e viabilizar o andamento das frentes investigativas sem acusações de usurpação de competência, torna-se imprescindível um posicionamento expresso e vinculante de Fachin.

Entre os integrantes da Suprema Corte que surgiram em diferentes contextos, planilhas, trocas de mensagens telemáticas ou debates conexos ao caso Master figuram:

Dias Toffoli;

Alexandre de Moraes;

Luiz Fux;

Kassio Nunes Marques.

A autoridade policial pontua que a mera existência de menções a esses magistrados nos autos não configura, por si só, cometimento de ato ilícito ou participação deliberada em irregularidades.

Blindagem Regimental e Precedente Processual
A estratégia de acionar diretamente a presidência do STF busca evitar a repetição dos atritos ocorridos no início do ano, quando ministros da Corte acusaram a autoridade policial de avançar monocraticamente e por iniciativa própria sobre atos atribuídos a Dias Toffoli. Embora a corporação tenha negado qualquer extrapolação funcional à época, o episódio gerou forte atrito entre a PF e integrantes do tribunal, culminando no vazamento de reuniões reservadas.

Pelas normas regimentais e precedentes constitucionais, qualquer apuração que recaia sobre condutas de ministros do STF exige chancela prévia da cúpula do Judiciário e autorização específica do relator ou do plenário para a deflagração de diligências formais.

Aguardo de Agenda Oficial
A direção da PF aguarda apenas a confirmação de uma audiência presencial fora dos holofotes com Edson Fachin para apresentar o dossiê detalhado. Com o acúmulo de revelações na imprensa e a cobrança constante por desfechos, a corporação concluiu que não há viabilidade técnica para arquivar ou ignorar sumariamente o acervo apreendido, optando por depositar formalmente a decisão política e jurídica nas mãos do presidente da Suprema Corte.

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