Pivetta descarta “chapa dos sonhos” com Carlos Fávaro para 2026 em Mato Grosso
O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), pôs fim às especulações sobre uma possível aliança com o ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro (PSD) nas eleições estaduais de 2026. Pivetta classificou como “impossível” a formação da chamada “chapa dos sonhos”, sugerida por lideranças políticas, citando diferenças ideológicas entre os grupos.
Diferenças políticas inviabilizam composição
A declaração de Pivetta ocorreu após manifestações de protagonistas do cenário político estadual que cogitaram uma união entre nomes de diferentes partidos para fortalecer a base política de centro-direita na disputa pelo Palácio Paiaguás. No entanto, o governador em exercício destacou que as divergências entre o grupo que representa e o alinhamento político de Fávaro — ligado ao governo federal — tornam qualquer acordo eleitoral inviável.
Segundo Pivetta, ele e o governador Mauro Mendes (União Brasil) estão claramente posicionados no campo da centro-direita, com foco em gestão administrativa e pragmatismo, o que, na sua avaliação, dificulta a construção de um palanque comum com o ministro do PSD. “Mais à direita do que isso, na prática, é impossível”, afirmou o político ao justificar que a parceria sugerida não se sustenta nas circunstâncias atuais do tabuleiro político estadual.
Impacto no cenário eleitoral de 2026
A afirmação pública de Pivetta representa mais um capítulo nas movimentações que antecedem a campanha de 2026 em Mato Grosso, período em que pré-candidatos ao governo e ao Senado buscam consolidar apoios e estratégias. A rejeição à aliança também reflete as tensões entre diferentes segmentos políticos do estado, que tentam definir palanques e apoios que ampliem suas chances diante do eleitorado.
A definição de alianças e chapas é um dos temas centrais no início do ano eleitoral, podendo influenciar desde negociações partidárias até discursos de campanha. A postura firme de Pivetta pode reconfigurar entendimentos entre lideranças de centro-direita e impactar a forma como outras correntes políticas buscarão composições nos próximos meses.




