Presidente dos EUA adota tom ambivalente ao classificar nova liderança iraniana como “mais razoável”, mantendo, contudo, pressão militar sobre infraestruturas petrolíferas.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira (30) que a nova estrutura de comando do Irão demonstra sinais de ser “muito mais razoável” do que a anterior. Apesar do elogio diplomático inesperado, Trump manteve a postura de força ao ameaçar “obliterar” a Ilha de Kharg — o principal terminal de exportação de petróleo do país — caso não seja alcançado um acordo de cessar-fogo imediato na região. A declaração foi feita durante um pronunciamento na Casa Branca, sublinhando que a paciência estratégica de Washington está a chegar ao limite.
A Ilha de Kharg é vital para a economia iraniana, sendo responsável pelo escoamento de cerca de 90% das exportações de crude do país. Uma ofensiva contra este ponto estratégico teria consequências devastadoras não apenas para Teerão, mas também para a estabilidade dos preços globais de energia, que já operam em alta. Trump reiterou que, embora prefira uma solução negociada, todas as opções militares continuam “em cima da mesa” para garantir a segurança dos aliados e a livre navegação no Estreito de Ormuz.
A mudança de tom em relação à liderança iraniana surge após a confirmação da morte de figuras-chave da Guarda Revolucionária em ataques recentes, o que forçou uma reestruturação interna no regime de Teerão. Fontes diplomáticas indicam que canais secundários de negociação, mediadores por países neutros, estão ativos, mas as exigências americanas para um novo acordo nuclear e o fim do apoio a milícias regionais continuam a ser os principais obstáculos.
O mercado financeiro reagiu de imediato às palavras do presidente norte-americano. Analistas alertam que a destruição da infraestrutura petrolífera em Kharg poderia levar o barril de petróleo a patamares históricos, exacerbando as pressões inflacionárias globais. Enquanto isso, o Pentágono reforçou a presença naval na região, sinalizando que a ameaça de “obliteração” proferida por Trump possui sustentação logística pronta para ser executada caso as negociações fracassem nos próximos dias.




