Investigação indica que homem não conseguiria carregar sozinho pedra usada para afundar o corpo da vítima em rio; comparsa é procurado.
A Polícia Civil de Mato Grosso revelou novos detalhes sobre o assassinato de uma mulher, cujo corpo foi encontrado submerso em um rio no interior do estado. Segundo as autoridades, o irmão da vítima, principal suspeito do crime, não teria agido sozinho na ocultação do cadáver. Perícias realizadas no local e a análise do peso da pedra amarrada ao corpo indicam que seria fisicamente impossível para um único homem carregar o objeto e realizar o descarte da forma como foi encontrado. “A dinâmica do crime aponta para a participação de pelo menos uma segunda pessoa”, afirmou o delegado responsável pelo caso nesta segunda-feira (30).
O crime chocou a comunidade local pela brutalidade e pelo vínculo familiar entre agressor e vítima. O corpo foi localizado por pescadores após apresentar sinais de flutuação, apesar do dispositivo rústico de ancoragem utilizado para mantê-lo no fundo do leito. A polícia trabalha agora com a hipótese de que o irmão tenha contado com o auxílio de um amigo ou conhecido para transportar o corpo da cena do crime até a margem do rio e, posteriormente, manusear a rocha de grandes dimensões utilizada na tentativa de ocultação.
Depoimentos de testemunhas e o rastreamento de sinais de telemóvel na região durante a madrugada do crime estão sendo utilizados para identificar o suposto comparsa. O irmão da vítima já se encontra sob custódia, mas mantém o silêncio sobre a identidade de terceiros envolvidos. A motivação do feminicídio ainda está sendo apurada, embora divergências familiares por questões patrimoniais apareçam como a principal linha de investigação até o momento.
A equipe de criminalística da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) realizou uma reconstituição simulada da força necessária para o deslocamento da pedra, reforçando a tese policial. Com a confirmação da participação de um cúmplice, a tipificação penal do caso deve incluir, além do homicídio qualificado e feminicídio, o crime de ocultação de cadáver em concurso de pessoas. A polícia pede que qualquer informação que ajude na localização do segundo suspeito seja repassada via denúncia anônima.




