Representantes se reúnem a partir deste sábado para discutir o fim das hostilidades, enquanto Trump adverte que ‘navios estão carregados’ caso diálogo falhe
Neste sábado, 11 de abril de 2026, representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciam uma rodada crucial de negociações em Islamabad, no Paquistão. O encontro ocorre sob a mediação do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e visa consolidar um cessar-fogo que interrompa a escalada militar que atingiu níveis alarmantes no Oriente Médio nas últimas semanas.
O clima antes do início das conversas, no entanto, é de extrema tensão. Na sexta-feira (10), o presidente Donald Trump elevou o tom em entrevista ao New York Post, afirmando que os EUA estão “carregando os navios com as melhores munições” para o caso de as tratativas fracassarem. Trump indicou que o resultado das negociações poderá ser conhecido em um prazo de 24 horas, mantendo a pressão sobre o regime de Teerã.
O Irã, por sua vez, encara as conversas com ceticismo e impôs condições rígidas para o avanço do diálogo. Entre os pontos apresentados por Teerã estão a liberação de ativos iranianos bloqueados no exterior, a suspensão de sanções econômicas e a exigência de que Israel interrompa os bombardeios no Líbano. A agência semioficial Tasnim chegou a afirmar que as conversas deste sábado poderiam ser canceladas caso os ataques israelenses contra o Hezbollah não cessem.
Um dos temas centrais na mesa de negociações é o controle do Estreito de Ormuz. O Irã exige a manutenção de sua soberania sobre a via marítima, por onde passa grande parte do petróleo mundial, enquanto os EUA deram ultimatos para a reabertura total da passagem sob ameaça de ataques em larga escala. A mediação paquistanesa tenta construir um meio-termo que inclua o fim dos ataques em todas as frentes, inclusive no Líbano, onde o conflito já deixou milhares de vítimas.
O sucesso desta rodada de negociações é visto pela comunidade internacional como a última oportunidade de evitar uma guerra total na região. Enquanto os diplomatas se reúnem em Islamabad, as forças militares de ambos os lados permanecem em prontidão máxima, evidenciando que o cessar-fogo atual é extremamente volátil e depende do desenrolar das próximas horas.




