Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam cenário crítico; setor agropecuário e construção civil lideram ocorrências fatais.
Mato Grosso ocupa uma posição preocupante no ranking nacional de segurança laboral. De acordo com dados atualizados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgados nesta terça-feira (28 de abril de 2026), o estado é o segundo com o maior número de mortes decorrentes de acidentes de trabalho no Brasil. O índice per capita de óbitos em serviço no estado supera o de regiões muito mais industrializadas, acendendo um sinal de alerta para autoridades, sindicatos e empresas.
O relatório aponta que a força do desenvolvimento econômico de Mato Grosso, impulsionada pelo agronegócio pujante e pela expansão da infraestrutura, traz consigo um desafio humano severo. A maioria dos registros fatais está concentrada em atividades de operação de máquinas pesadas, quedas em silos de armazenamento e acidentes em canteiros de obras. A distância dos centros urbanos e a demora no socorro especializado em áreas rurais são fatores que contribuem para que incidentes comuns acabem em tragédias.
Setores Mais Afetados e Causas
A análise estatística do MTE detalha onde o risco é maior no estado:
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Agropecuária: Lidera o número de óbitos, com destaque para o manuseio de defensivos químicos sem proteção adequada e acidentes com tratores e colheitadeiras.
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Construção Civil: Quedas de altura e soterramentos em obras de infraestrutura urbana e silos de grãos representam uma parcela significativa das ocorrências.
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Logística e Transporte: O alto fluxo de carretas nas rodovias estaduais também soma para as estatísticas de acidentes de trabalho envolvendo motoristas profissionais.
Resposta das Autoridades
Diante do cenário negativo, o MTE e o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) anunciaram o fortalecimento das fiscalizações preventivas. O objetivo é garantir que as normas regulamentadoras (NRs) sejam rigorosamente seguidas, especialmente em propriedades rurais e grandes obras de engenharia. Para o Governo de Mato Grosso, agora sob a gestão de Otaviano Pivetta, o foco deve ser a educação profissional e o incentivo ao uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), visando desvincular a imagem de crescimento econômico da alta taxa de mortalidade ocupacional. O desafio para 2026 será reverter esses números através de uma cultura de segurança que acompanhe o ritmo veloz da produção estadual.




