Força-tarefa flagra condições degradantes, falta de registro e moradia precária em propriedade rural no interior do estado.
Uma operação de fiscalização conjunta realizada por auditores-fiscais do trabalho resultou no resgate de 35 trabalhadores que estavam submetidos a condições análogas à escravidão em Mato Grosso. O flagrante ocorreu em uma propriedade rural dedicada ao cultivo e à colheita de algodão, mobilizando agentes com o objetivo de coibir violações de direitos fundamentais no campo.
Durante a inspeção técnica no local, a força-tarefa constatou um cenário de graves irregularidades trabalhistas e de moradia. O grupo, composto por dezenas de homens que atuavam no manejo da lavoura, não possuía registro formal em carteira de trabalho e estava alojado em condições totalmente precárias e degradantes, sem as mínimas garantias de higiene, conforto ou segurança.
A ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a falta de água potável resfriada para o consumo nas frentes de trabalho e instalações sanitárias inadequadas foram alguns dos fatores cruciais apontados pelas autoridades para caracterizar a situação de vulnerabilidade extrema e exploração. Além disso, os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas e restrições indiretas de locomoção ligadas ao isolamento da propriedade.
Diante das constatações, o proprietário do estabelecimento agrícola foi formalmente notificado a interromper as atividades ilícitas e a quitar de forma imediata todas as verbas rescisórias e trabalhistas devidas ao contingente resgatado. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e aos órgãos federais para a aplicação das sanções administrativas e a devida responsabilização criminal dos envolvidos.




