Presidente norte-americano projeta paz histórica e livre circulação marítima imediata; Teerã adota tom cauteloso e nega data para assinatura.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um acordo de paz histórico para encerrar a guerra e as hostilidades com o Irã deverá ser assinado neste domingo (14). A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social, onde o líder norte-americano também assegurou que o Estreito de Ormuz, a principal artéria marítima para o transporte global de petróleo e gás, será totalmente reaberto de forma imediata após a formalização do pacto.
De acordo com a publicação de Trump, o tratado prevê garantias internacionais de que o governo iraniano não desenvolverá armas nucleares e que os materiais radioativos e o urânio enriquecido armazenados em instalações do país serão removidos e destruídos no momento apropriado. O anúncio ocorre após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — que atua na mediação diplomática das conversas —, declarar que Washington e Teerã alcançaram um entendimento sólido sobre os termos do memorando de paz nas últimas horas.
Apesar do forte otimismo manifestado pela Casa Branca, o governo do Irã apressou-se em adotar uma postura de cautela e rechaçou o cronograma imediato proposto pelo presidente norte-americano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou publicamente que a assinatura de um memorando não ocorrerá neste domingo e reiterou que, embora as conversas em Islamabad tenham avançado significativamente para estabelecer um novo cessar-fogo de 60 dias, ainda não há uma data definida para a solenidade de assinatura.
As negociações para a pacificação regional ocorrem em meio a um cenário de extrema instabilidade, marcado por recentes trocas de ataques com mísseis e drones no Golfo Pérsico, além do bloqueio total do tráfego naval em Ormuz decretado por Teerã sob a justificativa de segurança. Autoridades do governo dos EUA reforçaram que nenhuma sanção econômica contra o Irã será aliviada e nenhum recurso financeiro será liberado até que o cumprimento integral dos termos do acordo seja formalmente verificado pelas agências internacionais.




