Denúncia Anônima e Monitoramento por Câmeras
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta quarta-feira (24), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 60 anos. O suspeito é investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria filha, de 16 anos, em Pontal do Araguaia. Consequentemente, a ordem judicial foi executada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Barra do Garças.
Primeiramente, o inquérito policial começou em agosto de 2025, após uma denúncia anônima feita pelo canal Disque 100. Durante as diligências, a equipe da DEDM realizou buscas na residência do investigado. No local, os policiais constataram a existência de um sistema de monitoramento por câmeras instalado em diversos ambientes da casa, inclusive em áreas privadas. Além disso, a guarda da adolescente, que inicialmente negou os abusos por vulnerabilidade, foi transferida do pai para a mãe.
Descumprimento de Medidas Protetivas e Prisão
No decorrer do procedimento, o homem demonstrou insistência em manter contato com a filha, mesmo após o afastamento determinado pela Justiça. Em seguida, a investigação identificou que ele estava descumprindo as medidas protetivas ao fornecer dinheiro, aparelho celular e comparecer ao ambiente escolar da jovem. Por isso, devido ao desrespeito às ordens judiciais, a prisão preventiva do suspeito foi decretada inicialmente em março de 2026.
Depoimento Especial Revela Anos de Abuso
Recentemente, em junho deste ano, a vítima passou por um novo depoimento especial. Na ocasião, a adolescente relatou os abusos sexuais supostamente praticados pelo pai desde a infância. Ela também descreveu situações de controle excessivo, vigilância constante, opressão psicológica e isolamento social impostos pelo investigado.
Portanto, com base nos novos elementos reunidos, o Ministério Público representou por um novo mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro. Como o homem já se encontrava recolhido na Cadeia Pública de Barra do Garças pelo descumprimento das medidas anteriores, a nova ordem judicial foi formalmente notificada dentro da unidade prisional. Afinal, as investigações foram totalmente concluídas pela Polícia Civil, e o suspeito permanece agora à disposição do Poder Judiciário.




