Enquanto o tipo mais consumido pelos brasileiros quase dobra de valor no acumulado dos sete primeiros meses, variedades como jalo e vermelho registram queda no período.
O preço médio do feijão carioca registrou uma disparada de 96,8% entre janeiro e julho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da empresa VR elaborado com base na leitura de notas fiscais de consumidores. O valor médio da embalagem de 1 quilo saltou de R$ 8,46 para R$ 16,64.
O comportamento dos preços, contudo, revelou fortes discrepâncias dependendo da variedade do grão. Enquanto o feijão carioca puxou a inflação do prato básico do brasileiro e o feijão preto subiu 18,1% (passando de R$ 7,91 para R$ 9,34), outros tipos registraram expressiva retração de preços:
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Feijão Jalo: Queda de 28,1%, caindo de R$ 14,67 para R$ 10,55.
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Feijão Vermelho: Recuo de 17,6%, passando de R$ 11,54 para R$ 9,50.
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Outras variedades: O feijão rajado teve leve alta de 3,6% e o branco avançou 6,8%, enquanto rosinha, bolinha e mulatinho apresentaram pequenas quedas na média de sete meses.
Picos de Preço e Volatilidade no Início do Ano
De acordo com a análise técnica da VR, a expressiva média acumulada do feijão carioca foi fortemente impulsionada pela disparada atípica observada na virada do ano. Em janeiro, o quilo do produto chegou ao pico médio de R$ 27,50 — contra R$ 8,86 em dezembro de 2025 —, arrefecendo para R$ 9,59 logo no mês de fevereiro.
O feijão preto seguiu trajetória semelhante de estresse inicial: atingiu a marca de R$ 12,78 em janeiro antes de estabilizar, frente aos R$ 6,83 registrados no encerramento de 2025.
Comparativo Pontual: Julho de 2025 vs. Julho de 2026
Ao analisar o comportamento estrito do mês de julho de 2026 frente a julho de 2025, o feijão carioca manteve-se 54,5% mais caro, sendo comercializado a uma média de R$ 12,73 por quilo (frente a R$ 8,24 no ano anterior).
No mesmo recorte mensal anualizado:
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Feijão Preto: Subiu 35,4% (atingindo R$ 9,03).
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Feijão Jalo: Avançou 27,9% (R$ 14,98).
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Feijão Rajado: Teve alta de 27,1% (R$ 12,76).
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Feijão Rosinha: Liderou as quedas no mês, com recuo de 41% (R$ 6,99).
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Feijão Bolinha: Caiu 28,2% (R$ 11,46).
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Feijão Mulatinho: Recuou 10,3% (R$ 8,60).
Dinâmica de Oferta e Metodologia
O diretor-executivo da VR, Cássio Carvalho, ressaltou que as variações mostram como as oscilações climáticas, safras e hábitos de consumo impactam de maneira desproporcional cada tipo de grão:
“O comportamento do mercado precisa ser analisado de acordo com cada variedade. As diferenças estão diretamente relacionadas às condições específicas de oferta e demanda de cada tipo de feijão.” — Cássio Carvalho, diretor-executivo da VR.
A pesquisa foi desenvolvida a partir do processamento de notas fiscais emitidas no varejo e enviadas por usuários do SuperApp VR, utilizando inteligência artificial para a triagem e categorização dos itens por meio dos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). A metodologia compara os produtos dentro de suas classificações habituais de mercado, diferenciando as embalagens padrão de 1 kg (carioca e preto) daquelas comumente vendidas em 500 g.
O portal VTnews segue acompanhando os indicadores econômicos e o impacto dos preços dos alimentos na mesa do consumidor.




