Toninho Bernardes aponta que empreiteira investiu R$ 8 milhões com recursos próprios e não recebeu medições; obra da Avenida André Maggi começou a desmobilizar maquinários.
As obras de pavimentação e duplicação da Avenida André Maggi, importante eixo viário que liga o município de Sorriso a entroncamentos rodoviários da região Norte de Mato Grosso, foram paralisadas após o acúmulo de cerca de R$ 9 milhões em medições e serviços prestados sem repasses financeiros. Diante da falta de pagamento, a empreiteira responsável pelos trabalhos confirmou a suspensão das atividades e deu início à desmobilização de máquinas e operários do canteiro.
A situação gerou forte reação no Legislativo. O vereador Toninho Bernardes (PL) gravou um vídeo diretamente do local para denunciar a interrupção e cobrar responsabilidade das lideranças políticas que haviam prometido a liberação dos recursos federais, apontando nominalmente o senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura e Pecuária.
Falta de Pagamentos e Recursos Próprios da Empresa
Segundo a denúncia apresentada pelo parlamentar, a construtora executora da obra arcou com aproximadamente R$ 8 milhões do próprio bolso para manter o cronograma acelerado, mas até o momento não recebeu sequer a quitação da primeira medição contratual, estimada em pouco mais de R$ 500 mil.
“É lamentável ver uma obra tão importante como a ligação e duplicação da Avenida André Antônio Maggi correndo o risco de ser paralisada por falta de recursos prometidos pelo ministro e candidato ao Senado Carlos Fávaro. O mais grave é que esses recursos foram prometidos e deveriam estar disponíveis em caixa para garantir o pagamento da empresa que está executando o serviço. Agora, quem paga a conta é a população, que fica com uma obra parada e com mais uma promessa que não está sendo cumprida.”
— Toninho Bernardes, vereador.
O parlamentar também cobrou uma postura mais incisiva da Prefeitura Municipal junto aos ministérios e órgãos em Brasília para solucionar o travamento financeiro, lembrando que a ordem de serviço partiu do poder público local:
“Quando vem uma empresa idônea, uma empresa que trabalha, que faz o povo ver… eu não sei se a culpa é do ministro, se a culpa é do prefeito, de quem é a culpa, eu só sei que teria que pagar a empresa para essa obra não parar hoje.”
Importância Logística e Risco de Atrasos com as Chuvas
Iniciado em maio, o projeto da Avenida André Maggi prevê um investimento global de R$ 19,5 milhões em recursos federais. A via é considerada estruturante para a mobilidade da região, pois visa conectar o Residencial Kaiabi à BR-163 (na confluência com a MT-423, no trevo de acesso ao município de Cláudia), permitindo o desvio do fluxo de carretas e tráfego pesado das vias centrais e facilitando o acesso ao aeroporto e polos universitários.
O cronograma inicial previa a inauguração para o dia 30 de setembro. Com o canteiro esvaziado e o avanço da época das chuvas, a paralisação acende o alerta de prejuízos ao trânsito, lamaçal e deterioração da base asfáltica já executada.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura e os órgãos do governo federal responsáveis pelos repasses não haviam emitido posicionamento oficial sobre a regularização dos pagamentos. O portal VTnews mantém o espaço aberto para manifestações.




