Uma força-tarefa integrada entre órgãos de segurança e fiscalização desarticulou um esquema criminoso de fraudes fiscais envolvendo o comércio de grãos em Mato Grosso. A operação teve como objetivo desmantelar um grupo que vinha promovendo sonegação de tributos por meio de empresas aparentemente regulares, mas que, na prática, simulavam operações e evitavam o pagamento de impostos de forma indevida.
Ação integrada cumpriu dezenas de ordens judiciais
Durante a operação, foram cumpridas diversas ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, afastamento de sigilos de dados e suspensão de atividades econômicas de empresas envolvidas no esquema. A atuação ocorreu em vários municípios do estado e também alcançou pontos específicos, como locais com indícios de participação em fraudes mais complexas.
A força-tarefa contou com a participação de policiais civis, fiscais tributários e agentes de órgãos de controle, visando amparar a investigação com análise documental e troca de informações técnicas que possibilitaram localizar os envolvidos e apreender documentos e sistemas usados para embasar as fraudes.
Como o esquema funcionava
A investigação identificou que os criminosos utilizavam empresas fictícias ou de fachada, com documentação aparentemente regular, para simular atividades de compra e venda de grãos. Esses estabelecimentos tinham pouca ou nenhuma operação real, mas serviam para emitir notas fiscais e declarar movimentações que não correspondiam à realidade, reduzindo o recolhimento de tributos de forma irregular.
Além disso, foram constatados casos em que endereços de empresas não correspondiam a unidades operacionais verdadeiras, o que reforçou a suspeita de que se tratava de um esquema organizado para fraudar o fisco estadual e dificultar a fiscalização.
Objetivos e impactos da operação
A desarticulação desse tipo de esquema visa proteger a arrecadação estadual, promover concorrência justa no mercado de grãos e enfraquecer estruturas criminosas que se aproveitam de brechas na fiscalização para cometer sonegação e outras irregularidades. A ação reforça o compromisso das autoridades com a transparência fiscal e a responsabilização de quem pratica crimes contra a administração pública.
Com o desmonte do esquema, os órgãos envolvidos esperam aumentar a arrecadação legítima, coibir a formação de circuitos de evasão tributária e estimular práticas comerciais que respeitem a legislação vigente.









