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Irã alerta sobre prontidão para ofensiva terrestre dos EUA enquanto vizinhos buscam trégua

Presidente do Parlamento iraniano acusa Washington de planejar invasão por terra; ministros de países da região se reúnem no Paquistão para tentar reabrir o Estreito de Ormuz.

O governo do Irã declarou, neste domingo (29), que suas forças estão preparadas para reagir a uma eventual invasão terrestre por parte dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, acusou Washington de adotar uma postura ambígua, enviando sinais de diálogo ao mesmo tempo em que planeja, nos bastidores, o envio de tropas. Segundo Ghalibaf, o país jamais aceitará condições de rendição e mantém seus mísseis posicionados para uma contraofensiva.

Paralelamente à escalada de retórica militar, esforços diplomáticos ganham força no Paquistão. Ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Turquia, Egito e do próprio Paquistão reuniram-se em Islamabad para discutir alternativas que ponham fim ao conflito, que já dura um mês. O foco central das conversas é a reabertura do Estreito de Ormuz, via crucial por onde passa 20% do petróleo e gás global. Entre as propostas, avalia-se a criação de um consórcio internacional e de um sistema de tarifas para gerenciar o fluxo na rota marítima.

A tensão aumentou com a movimentação militar dos EUA, que enviaram milhares de fuzileiros navais à região. Relatos indicam que o Pentágono prepara opções para operações terrestres e de forças especiais, embora a autorização final do presidente Donald Trump ainda não tenha sido confirmada. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o envio de forças amplia as opções estratégicas do governo, mesmo que os objetivos norte-americanos possam ser alcançados sem a necessidade de tropas em solo.

Enquanto a diplomacia avança lentamente, os combates permanecem intensos. Neste domingo, ataques com mísseis e drones atingiram alvos em Israel e em bases militares de aliados dos EUA, como no Kuwait, onde dez militares ficaram feridos. Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou ordens para ampliar a zona de segurança no sul do Líbano contra o Hezbollah. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, já registra milhares de mortos e impacta severamente a economia global devido aos bloqueios navais.

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