Profissional teria exigido R$ 2 mil de paciente para realizar procedimento gratuito no Hospital Universitário
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na manhã deste sábado (28 de março de 2026), um médico boliviano suspeito de cobrar indevidamente por uma cirurgia que deveria ser realizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O caso ocorreu no Hospital Universitário (HU) de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo as investigações, o profissional, que atua na área de Ortopedia, teria exigido o pagamento de R$ 2 mil para viabilizar o procedimento de um paciente.
A denúncia chegou às autoridades através do setor jurídico do próprio hospital, que recebeu relatos sobre as cobranças ilegais e acionou a polícia para apurar a conduta do médico.
Dinâmica da Cobrança Ilegal
Conforme detalhado pela equipe de investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul:
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Abordagem: O médico teria condicionado a realização ou a agilização da cirurgia ortopédica ao pagamento em dinheiro, aproveitando-se da vulnerabilidade do paciente.
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Prisão em Flagrante: Os agentes efetuaram a detenção no momento em que as evidências da transação ilícita foram confirmadas dentro da unidade hospitalar.
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Histórico: A polícia agora apura se o suspeito realizou cobranças semelhantes de outros pacientes que aguardavam na fila do SUS no HU de Canoas.
Posicionamento da Instituição
Em nota, a administração do Hospital Universitário de Canoas informou que repudia qualquer prática de cobrança por serviços públicos de saúde. A instituição afirmou estar colaborando integralmente com os órgãos de segurança e que instaurou um processo administrativo interno para o desligamento imediato do profissional.
Penalidades e Direitos do Paciente
A cobrança por serviços do SUS configura crime de concussão (exigir vantagem indevida em razão da função pública) ou corrupção passiva, com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão, além da perda do registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).




