A Polícia Civil de Mato Grosso anunciou a desarticulação de um grupo criminoso especializado em aplicar golpes por meio da invasão de dispositivos eletrônicos. A ação faz parte de uma investigação ampla que identificou operações fraudulentas voltadas ao acesso não autorizado de contas bancárias, redes sociais e aplicativos de mensagens para promover crimes contra vítimas em várias regiões do estado.
Investigação revela esquema de invasão tecnológica
De acordo com a apuração policial, o grupo criminoso utilizava técnicas de engenharia social, software malicioso e acesso remoto para invadir smartphones, computadores e contas digitais de vítimas. Uma vez com o controle dos dispositivos, os criminosos obtinham acesso a dados sensíveis, informações financeiras e perfis de usuários para fraudar transações, solicitar empréstimos e extorquir as vítimas.
A investigação começou a partir de registros feitos por cidadãos que notaram movimentações suspeitas em suas contas após supostas tentativas de contato de pessoas desconhecidas. A análise forense dos dispositivos eletrônicos identificou padrões compatíveis com ataques coordenados, o que levou a Polícia Civil a aprofundar as diligências e traçar conexões entre os envolvidos.
Prisões e medidas judiciais
Durante as fases da operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e efetuou prisões de integrantes diretamente relacionados ao esquema criminoso. Computadores, celulares e dispositivos usados para facilitar o acesso não autorizado foram apreendidos e serão analisados para coleta de provas adicionais.
As ações judiciais também incluíram bloqueio de bens e medidas cautelares que visam limitar a atuação dos suspeitos enquanto a investigação segue em curso. Autoridades destacam que o uso de tecnologia para cometer crimes exige resposta rápida e integrada entre os setores de segurança pública e órgãos de controle digital.
Proteção digital e orientações à população
Especialistas em segurança digital ouvidos pela Polícia Civil reforçam que golpes por meio de invasão de dispositivos eletrônicos têm crescido, principalmente quando há vazamento de dados pessoais em redes sociais ou serviços online. Entre as práticas recomendadas estão a adoção de autenticação em duas etapas, uso de senhas fortes e não compartilhamento de informações sensíveis em plataformas abertas.
Além disso, as autoridades incentivam que qualquer atividade suspeita — como mensagens de redefinição de senha não solicitadas ou movimentações financeiras atípicas — seja imediatamente comunicada às instituições financeiras e às autoridades policiais, resultando em abertura de ocorrência e possível bloqueio de acessos indevidos.









