terça-feira, fevereiro 3, 2026
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Seis vereadores de Cuiabá são alvo de operação que investiga esquema de desvio de emendas parlamentares

Uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares na Câmara Municipal de Cuiabá identificou que seis vereadores destinaram, juntos, cerca de R$ 5,5 milhões a um instituto alvo de investigação, levantando suspeitas de irregularidades no uso desses recursos. O caso preocupa autoridades e amplia o foco de apuração sobre práticas de associação criminosa e crimes contra a administração pública.

Recursos destinados a instituto sob investigação

Segundo as apurações conduzidas no âmbito da chamada Operação Gorjeta, vereadores teriam direcionado recursos de emendas impositivas ao Instituto Brasil Central (Ibrace), organização sem fins lucrativos que passou a ser investigada por possível envolvimento com desvio de verbas públicas. O montante total dos repasses soma aproximadamente R$ 5,5 milhões ao longo de três anos de destinação dessas emendas.

Dentre os parlamentares citados, um deles — identificado como responsável pela maior parte dos repasses — teria indicado cerca de R$ 3,5 milhões ao instituto, valor que representa mais de 60% do total direcionado. Os demais vereadores contribuíram com valores menores, mas também relevantes para o volume de recursos repassados para a entidade investigada.

Investigação mira peculato, associação criminosa e lavagem

A operação policial investiga se os repasses de emendas obedeceram a critérios legais ou se configuraram prática irregular, incluindo crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações envolvem análise de documentos, datas de repasse e conexão com eventos organizados pelo instituto que teriam servido como justificativa para a utilização dos recursos.

Durante a investigação, autoridades identificaram coincidências temporais entre datas de repasse e atividades vinculadas ao instituto, o que motivou aprofundamento das diligências para verificar se houve direcionamento inadequado de dinheiro público. A Polícia Civil também analisa relações entre o instituto e empresas que teriam sido contratadas para organizar os eventos respaldados pelas emendas.

Desdobramentos e medidas cautelares

Como parte das ações da operação, um dos vereadores teve o afastamento de suas funções como medida cautelar, enquanto a Justiça avalia o cumprimento de medidas restritivas e bloqueios de bens, conforme requerido pela investigação para preservar a instrução criminal e evitar interferências. Autoridades também identificaram envolvimento de assessores e empresários vinculados ao instituto ou a empresas parceiras.

A apuração, que segue em andamento, pode resultar em novas medidas judiciais, incluindo prisões, bloqueio de valores e pedidos de devolução de recursos aos cofres públicos caso seja comprovado que houve desvio ou uso indevido das emendas parlamentares. O caso seguirá sob sigilo parcial até que novas etapas da investigação sejam concluídas.

 

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