Irmão de Eliza Samudio acredita na autenticidade de passaporte encontrado em Portugal, mas autoridades ainda não confirmam
O caso do passaporte atribuído à modelo e atriz Eliza Samudio voltou à tona após a divulgação de que um documento que supostamente seria dela foi encontrado em um imóvel em Portugal no final de 2025. Nesta terça-feira (6), o irmão de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, se pronunciou sobre o achado e afirmou acreditar que o passaporte seja legítimo, embora aguardem confirmações oficiais das autoridades brasileiras.
Passaporte reaparece quase 16 anos após o crime
O passaporte — que, conforme relatos preliminares, foi localizado por um morador em um apartamento alugado, guardado entre livros em uma estante — contém dados pessoais que coincidem com informações conhecidas de Eliza, como nome completo, filiação e data de nascimento, segundo Arlie Moura. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou o caso ao Itamaraty em Brasília, onde ainda se aguarda orientações sobre os próximos passos.
Moura afirmou que “não pode bater o martelo” sobre a veracidade do passaporte, mas destacou que com as informações disponíveis até o momento acredita que possa realmente ser da irmã. Ele disse que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que permanece acompanhando os desdobramentos enquanto as autoridades analisam o documento.
Repercussão e cautela da família
A descoberta reacendeu lembranças e emoções na família, que foi profundamente afetada pela morte de Eliza em 2010. Em declarações à imprensa, Arlie comentou que o achado mexeu com o psicológico dos parentes, levando de volta memórias do período em que a modelo desapareceu. Ainda assim, ele descartou especulações infundadas, ressaltando que é preciso aguardar a conclusão da investigação para esclarecer como o passaporte foi parar no exterior e se há alguma relação direta com o caso de homicídio.
Especialistas apontam que a mera localização do passaporte não altera o entendimento oficial de que Eliza foi morta e que seus restos mortais nunca foram encontrados, conforme registram investigações anteriores sobre o crime que teve ampla repercussão nacional.









