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Operação “Vem Diesel”: PF Combate Preços Abusivos em Postos de 11 Estados e no DF

Força-tarefa fiscaliza reajustes injustificados em meio ao cenário de conflito no Oriente Médio

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27 de março de 2026), a operação “Vem Diesel”, uma megaofensiva para combater a prática de preços abusivos em postos de combustíveis por todo o Brasil. A ação ocorre de forma simultânea em 11 estados — incluindo Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná — e no Distrito Federal, contando com o apoio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O objetivo central é coibir aumentos de preços nas bombas que não possuam justificativa técnica, especialmente após a escalada de tensão no Oriente Médio. Investigações preliminares indicam que, apesar de medidas governamentais para conter a alta (como a isenção de impostos federais), algumas distribuidoras e postos teriam ampliado as suas margens de lucro em até 70% de forma indevida.

O que caracteriza o Preço Abusivo?

De acordo com a Senacon e o Código de Defesa do Consumidor, um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa. A força-tarefa está atenta aos seguintes critérios:

  • Aumento sem justificativa técnica: Reajustes sem que tenha ocorrido aumento real nos custos da cadeia produtiva.

  • Vantagem Excessiva: Aproveitar-se de contextos de emergência ou instabilidade internacional para lucrar sobre a urgência do consumidor.

  • Formação de Cartel: Fixação de valores entre concorrentes para controlar o mercado regional.

Estados sob Fiscalização

As equipas compostas por agentes federais e fiscais dos Procons estaduais estão nas ruas nas capitais e principais cidades de:

  • Centro-Oeste: Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

  • Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

  • Sul: Paraná e Rio Grande do Sul.

  • Nordeste: Pernambuco, Paraíba e Ceará.

  • Norte: Tocantins.

Consequências para os Infratores

As irregularidades detectadas durante as inspeções de hoje serão encaminhadas para inquéritos policiais na PF. Os proprietários de postos e executivos de distribuidoras podem responder por crimes contra a economia popular e a ordem económica, além de enfrentarem multas administrativas pesadas aplicadas pela ANP e pelos órgãos de defesa do consumidor.

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