Dados da Sedec-MT apontam crescimento no volume de processamento e avanço estratégico no mercado internacional de carnes.
Mato Grosso reafirmou a sua posição como a principal potência pecuária do Brasil ao longo de 2025. Dados consolidados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Económico (Sedec-MT) revelam que o estado liderou o ranking nacional de abate de bovinos, ampliando significativamente a sua distância em relação aos demais estados produtores. O desempenho recorde é fruto de investimentos em genética, pastagens recuperadas e na modernização do parque industrial frigorífico, que opera com elevados padrões de sanidade e sustentabilidade.
Além do volume interno, Mato Grosso conseguiu expandir a sua participação nas exportações globais. A carne mato-grossense ganhou ainda mais terreno em mercados exigentes, como o europeu e o asiático, beneficiada pela abertura de novas plantas habilitadas e pela certificação de áreas livres de doenças sem vacinação. Este cenário de liderança não apenas fortalece o Produto Interno Bruto (PIB) estadual, como também consolida o estado como o principal garantidor da segurança alimentar e da balança comercial brasileira no setor de proteína animal.
Eficiência Produtiva e Exportação
O relatório da Sedec destaca que o crescimento em 2025 foi acompanhado por uma melhoria na eficiência do ciclo pecuário, com a redução da idade de abate e o aumento do peso médio das carcaças. Esse avanço técnico permite que Mato Grosso produza mais em menos tempo e com menor impacto ambiental, atendendo às novas exigências de rastreabilidade do mercado internacional.
Para o governo estadual, o resultado é um reflexo das políticas de incentivo ao agronegócio e da logística eficiente que interliga as zonas de produção aos portos de saída. “Mato Grosso não é apenas o maior rebanho; somos agora a maior vitrina de tecnologia aplicada à carne no mundo”, afirmou um porta-voz da Sedec durante a apresentação dos dados. A expectativa para 2026 é de manutenção da curva de crescimento, com o foco voltado para a abertura de mercados de nicho que remuneram melhor a carne de alta qualidade produzida no cerrado e no pantanal.




