terça-feira, janeiro 20, 2026
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Piora súbita e aplicação de desinfetante marcam mortes suspeitas de três pacientes em hospital do DF

Três técnicos de enfermagem foram presos no Distrito Federal sob a suspeita de envolvimento em três mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, entre novembro e dezembro de 2025. A investigação da Polícia Civil aponta que substâncias aplicadas fora de protocolo, incluindo um desinfetante, podem ter causado as fatalidades, em um dos casos repetidamente injetado em uma paciente.

Investigação aponta uso irregular de substâncias em pacientes

Segundo a apuração policial, um dos suspeitos, de 24 anos, teria aplicado uma substância química injetável em pacientes, provocando deterioração súbita nos quadros clínicos. Em um dos casos, o homem teria aspirado um produto desinfetante hospitalar e aplicado mais de dez vezes na veia de uma paciente de 75 anos após sucessivas paradas cardíacas.

Em outro episódio, ele teria se aproveitado do sistema do hospital aberto na conta de um médico para prescrever um medicamento inadequado, que foi retirado na farmácia da unidade e administrado em três pacientes diferentes sem autorização da equipe médica responsável.

Prisões e andamento das investigações

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados e prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento nos episódios. As detenções ocorreram nos dias 11 e 15 de janeiro, incluindo busca e apreensão de dispositivos eletrônicos que podem proteger elementos para a investigação. O caso está sendo apurado no âmbito da chamada Operação Anúbis, que investiga homicídios cometidos dentro da unidade hospitalar.

A investigação está sob segredo de justiça, e as identidades dos suspeitos não foram divulgadas. As autoridades também analisam imagens e registros internos que apontam que as aplicações das substâncias coincidiam com momentos de piora súbita nos pacientes internados.

Vítimas e repercussão

As vítimas identificadas incluem uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um servidor de 33 anos. Em todos os casos, a piora abrupta dos pacientes levantou suspeitas junto à equipe médica, que inicialmente acreditava tratar-se de agravamentos naturais dos quadros clínicos.

O hospital instaurou um comitê interno ao identificar circunstâncias atípicas nos óbitos e encaminhou os resultados à Polícia Civil. A defesa e familiares das vítimas aguardam esclarecimentos, enquanto a apuração prossegue para identificar a motivação e possíveis falhas institucionais que permitiram a prática dos crimes.

 

 

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