A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou uma operação de grande porte para desarticular uma facção criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro em Cuiabá e Várzea Grande. A ofensiva faz parte da estratégia de combate ao crime organizado e resultou no cumprimento de prisões, buscas e bloqueio de bens.
Operação mira estrutura financeira do grupo criminoso
Ao todo, foram cumpridas dezenas de ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões domiciliares, além do sequestro e bloqueio de contas bancárias. As investigações apontam que a organização criminosa movimentou valores milionários de forma incompatível com a renda declarada pelos suspeitos.
O bloqueio patrimonial tem como objetivo enfraquecer a estrutura financeira da facção, atingindo diretamente o fluxo de recursos usados para financiar o tráfico de entorpecentes e outras atividades ilícitas.
Empresas de fachada e uso de “laranjas”
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas de fachada e terceiros para ocultar a origem do dinheiro obtido com o tráfico. A estratégia envolvia movimentações financeiras fracionadas, registros em nome de pessoas interpostas e atividades comerciais simuladas, dificultando o rastreamento dos recursos.
As apurações tiveram início a partir de um inquérito que investigava outro crime, mas acabaram revelando uma atuação estruturada e contínua da facção, com ramificações em diferentes bairros da região metropolitana.
Impacto no combate ao crime organizado
A operação integra um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento das facções criminosas em Mato Grosso, com foco não apenas nas prisões, mas também na descapitalização dos grupos. Segundo a avaliação das autoridades, atingir o patrimônio ilícito é uma das formas mais eficazes de reduzir a atuação dessas organizações.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas, conforme o avanço da análise de documentos, dados bancários e materiais apreendidos.









