Conflito envolvendo milícias e ataques a rotas marítimas impulsiona cotação; investidores temem novos choques inflacionários na economia global.
O preço do barril de petróleo tipo Brent, referência para o mercado internacional e para a Petrobras, voltou a subir nesta segunda-feira (30), ultrapassando a marca de US$ 115. A nova disparada é impulsionada pela intensificação do conflito no Oriente Médio, especificamente após ataques com mísseis disparados pela milícia Houthi, do Iêmen, que ampliaram os temores de interrupções severas nas rotas marítimas de transporte de combustível. O cenário de incerteza global reflete diretamente nas bolsas europeias e americanas, que operam com cautela diante do risco de uma inflação persistente impulsionada pela energia.
Ao longo do mês de março de 2026, a cotação do petróleo apresentou forte volatilidade, chegando a atingir picos próximos de US$ 120 no início do mês, após ataques a refinarias e navios petroleiros no Estreito de Ormuz. Embora tenha ocorrido um breve alívio nas semanas anteriores, a retomada das hostilidades na região recolocou a commodity em patamares elevados. O índice pan-europeu STOXX 600 e o Ibovespa monitoram de perto esses movimentos, já que a alta do petróleo exerce pressão sobre os custos de produção e o preço dos combustíveis ao consumidor final.
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Brent (Referência Global): Superior a US$ 115,00
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WTI (Referência EUA): Operando próximo de US$ 105,00
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Contexto: Bloqueios estratégicos e ataques a infraestruturas de energia no Golfo Pérsico.
Analistas do setor energético apontam que o Banco Central Europeu (BCE) e outros órgãos reguladores estão em alerta máximo. O presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, destacou que a prioridade é impedir que o choque energético se espalhe para outros setores da economia, embora ainda seja prematuro discutir novos ajustes nas taxas de juros. No Brasil, a Petrobras acompanha a paridade internacional, o que mantém o mercado doméstico em expectativa sobre possíveis reajustes nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias.
A situação no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo, continua sendo o principal ponto de atenção. Enquanto o conflito não der sinais de arrefecimento, a tendência para o barril é de manutenção em níveis elevados, testando a resiliência das cadeias de suprimento globais e o caixa de grandes distribuidoras de combustível.




