Zema Declara Apoio a Flávio Bolsonaro Contra o PT: 'Não Vou Ficar em Cima do Muro'
Candidato do Novo à Presidência rejeita neutralidade, diz que o país não tolera novos ministros indicados por Lula e celebra o avanço de conservadores no Congresso Nacional.
Foto: Romeu Zema se reúne com empresários do grupo varejista em SP. — Foto: Reprodução/TV Globo
O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, declarou formalmente nesta segunda-feira (5) apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto. Sexto colocado na votação deste domingo (4), Zema descartou adotar uma posição de neutralidade e conclamou o eleitorado antipetista a unificar votos contra o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em manifestação divulgada em seus canais oficiais e redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais justificou a decisão mirando a composição futura das instituições e do Poder Judiciário:
"Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25, conto com você."
— Romeu Zema, ex-presidenciável pelo Novo.
De acordo com os dados consolidados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zema obteve 326.488 votos no primeiro turno, o equivalente a 0,27% dos sufrágios válidos.
O Tabuleiro Eleitoral para o Dia 25
Com 100% das urnas apuradas no país, Flávio Bolsonaro encerrou a primeira etapa na liderança com 47,03% dos votos válidos (mais de 56 milhões de votos), contra 45,15% de Lula (53,8 milhões). A nova rodada de votação está marcada para o dia 25 de outubro.
Enquanto o terceiro e o quarto colocados na disputa — o médico e escritor Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) — já declararam que manterão postura de distanciamento, recusando endossar qualquer uma das duas candidaturas, as atenções do comitê liberal voltam-se para o Centro-Oeste. A articulação de Flávio Bolsonaro programa uma viagem a Goiânia nesta terça-feira (6) para negociar o apoio explícito do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado com 2.605.148 votos (2,18% dos válidos).
Embora tenha reafirmado no domingo que "onde estiver PT no segundo turno, estarei contra o PT", Caiado ainda não oficializou adesão formal à campanha de Flávio.
Força Parlamentar e Cláusula de Barreira
Ao comentar o fechamento do pleito, Romeu Zema enfatizou o crescimento da bancada de direita no Legislativo federal — em especial no Senado —, correlacionando o número de assentos com eventuais processos de responsabilização contra autoridades em Brasília:
"A mensagem que o brasileiro mandou nas urnas nesse último domingo está muito clara. Precisamos tirar os intocáveis de Brasília. Com o avanço que a direita teve no Senado e na Câmara, ela já tem um número de parlamentares suficiente para poder pedir o impeachment."
O líder do Novo celebrou ainda a eleição de senadores e deputados de sua sigla, ressaltando o cumprimento da cláusula de barreira partidária: "Missão concluída. Partido Novo atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. Sempre contra o PT", concluiu.
Em manifestação divulgada em seus canais oficiais e redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais justificou a decisão mirando a composição futura das instituições e do Poder Judiciário:
"Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25, conto com você."
— Romeu Zema, ex-presidenciável pelo Novo.
De acordo com os dados consolidados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zema obteve 326.488 votos no primeiro turno, o equivalente a 0,27% dos sufrágios válidos.
O Tabuleiro Eleitoral para o Dia 25
Com 100% das urnas apuradas no país, Flávio Bolsonaro encerrou a primeira etapa na liderança com 47,03% dos votos válidos (mais de 56 milhões de votos), contra 45,15% de Lula (53,8 milhões). A nova rodada de votação está marcada para o dia 25 de outubro.
Enquanto o terceiro e o quarto colocados na disputa — o médico e escritor Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) — já declararam que manterão postura de distanciamento, recusando endossar qualquer uma das duas candidaturas, as atenções do comitê liberal voltam-se para o Centro-Oeste. A articulação de Flávio Bolsonaro programa uma viagem a Goiânia nesta terça-feira (6) para negociar o apoio explícito do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado com 2.605.148 votos (2,18% dos válidos).
Embora tenha reafirmado no domingo que "onde estiver PT no segundo turno, estarei contra o PT", Caiado ainda não oficializou adesão formal à campanha de Flávio.
Força Parlamentar e Cláusula de Barreira
Ao comentar o fechamento do pleito, Romeu Zema enfatizou o crescimento da bancada de direita no Legislativo federal — em especial no Senado —, correlacionando o número de assentos com eventuais processos de responsabilização contra autoridades em Brasília:
"A mensagem que o brasileiro mandou nas urnas nesse último domingo está muito clara. Precisamos tirar os intocáveis de Brasília. Com o avanço que a direita teve no Senado e na Câmara, ela já tem um número de parlamentares suficiente para poder pedir o impeachment."
O líder do Novo celebrou ainda a eleição de senadores e deputados de sua sigla, ressaltando o cumprimento da cláusula de barreira partidária: "Missão concluída. Partido Novo atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. Sempre contra o PT", concluiu.
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