O deputado federal Nikolas Ferreira (PL–MG) apresentou, na tarde de 15 de julho de 2025, um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara dos Deputados, com o apoio de 72 parlamentares.
O documento aponta supostos crimes de responsabilidade relacionados à condução da política externa brasileira:
Aproximação com regimes autoritários como o Irã, incluindo autorização para atracação de navios de guerra iranianos no Brasil.
Recusa do governo em classificar o PCC como organização terrorista, apesar de pressões dos EUA.
Promoção de campanha pela desdolarização do comércio internacional no contexto dos BRICS, sugerindo enfrentamento ao dólar norte-americano.
Declarações públicas consideradas ofensivas a líderes de países parceiros, como Donald Trump, acirrando a crise diplomática Brasil–EUA.
Nikolas argumenta que essas ações “comprometem a dignidade da Nação”, violam princípios constitucionais e configuram comportamento incompatível com a honra e decoro exigidos do cargo de presidente, conforme a Lei 1.079/1950.
Ele enfatizou:
“O Brasil não pode ser conduzido com base em interesses ideológicos ou revanchismos pessoais. A política externa deve servir aos brasileiros, e não à conveniência de regimes autoritários ou agendas antiocidentais”.
O pedido será analisado pela Presidência da Câmara dos Deputados, que decidirá se autoriza a tramitação. É necessário atingir o quórum mínimo de 342 deputados para abertura de processo. Caso seja admitido, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e depois, se aprovado, vai ao plenário da Câmara. O Senado é responsável por julgar o mérito final.
Nikolas Ferreira é um aliado político próximo a Jair Bolsonaro e lidera o bloco de oposição ao governo Lula. O requerimento surge em meio às tensões diplomáticas recentes — incluindo a questão do tarifaço dos EUA e debates na Cúpula do BRICS — que reforçam o clima de desgaste externo enfrentado pela administração federal.




