O tenente-coronel Mauro Cid, delator central da investigação sobre a tentativa de golpe — a chamada “trama golpista” — entrou com pedido formal para deixar as fileiras do Exército Brasileiro. O movimento ocorre em um momento delicado das investigações, quando seu papel como colaborador continua sob análise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Cid, que já foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, carrega uma trajetória marcada por prisões, delação premiada e protagonismo em depoimentos sobre articulações para impedir a transição de poder em 2023.
Seu pedido de desligamento sinaliza uma postura de retirada institucional, em meio ao avanço dos processos judiciais.
Relevância da decisão
A solicitação de saída das Forças Armadas pode trazer implicações legais e simbólicas. Por um lado, fragiliza sua condição de militar ativo, o que pode influenciar sua proteção institucional ou benefícios disciplinares. Por outro, levanta questionamentos sobre sua segurança e comprometimento com o sistema de defesa legal. Até o momento, não há informações sobre aceitação ou rejeição do pedido pelas autoridades militares.
Contexto da delação
Cid foi o primeiro réu a depor na Primeira Turma do STF e sua colaboração foi fundamental para desvendar o chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que segundo as investigações envolvia tentativa de golpe de Estado com ações detalhadas de grupos armados para barrar a posse de Lula em 2023.
Repercussão política e institucional
A sinalização de que Cid pretende se desvincular do Exército pode gerar críticas de setores que questionam a credibilidade de sua delação. Ao mesmo tempo, setores de defesa dos militares podem enxergar a saída como um primeiro passo para reduzir sua exposição pessoal e institucional. O STF ainda não manifestou-se publicamente sobre o pedido — e se ele alterará a dinâmica do julgamento ou dos benefícios da delação permanece em aberto.




