O perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no STF, causou impacto durante audiência pública na Comissão de Segurança do Senado nesta terça-feira (2 de setembro de 2025). Ele afirmou que o documento usado para embasar a ação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas teria data falsificada, sugerindo que a operação se baseou apenas em reportagem jornalística — e não em investigação autêntica do órgão.
“Relatório apagou rastros”: Tagliaferro detalha manipulação
Tagliaferro apresentou telas de computador comprovando que o relatório foi produzido em 28 de agosto, dias após a ação da PF — mas, nos autos, consta a data de 22 de agosto, um dia antes do cumprimento dos mandados de busca e apreensão. A conclusão do perito: houve manipulação para justificar retroativamente a operação sob respaldo formal.
Rebuliço político, repercussão imediata
O episódio foi manchete no Senado, coincidindo com o julgamento da “trama golpista” no STF. Parlamentares da oposição reagiram com veemência — anunciaram que vão incluir as acusações nos pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes e pretendem levar o caso à presidência do Supremo e do Senado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que presidia a sessão, disse que estava diante de um “modus operandi” do ministro e chamou o fato de “requentar provas”.
Implicações para o STF e sistema de Justiça
A denúncia de Tagliaferro desafia a credibilidade da operação e coloca em xeque a transparência das investigações judiciais. Para o debate público, a linha entre ação legítima e perseguição judicial fica ainda mais tênue — especialmente em um momento sensível, marcado por polarização política e processos que têm impacto direto na estabilidade democrática.




