Levantamento aponta estabilidade do petista e crescimento na desaprovação do senador; cenário de segundo turno indica empate técnico entre os dois.
Uma pesquisa divulgada pelo instituto Gerp nesta sexta-feira (27) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua sendo o nome com maior rejeição entre os eleitores brasileiros, atingindo 51%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na segunda posição, com 45% de rejeição — um aumento em relação aos 41% registrados em janeiro de 2026. O levantamento também testou outros nomes da cena política, como Romeu Zema e Eduardo Leite, que registram 16% de rejeição cada, seguidos por Ratinho Júnior (15%) e Ronaldo Caiado (13%).
O estudo revela um cenário de polarização intensa para as eleições de 2026. No primeiro turno, Lula soma 38% das intenções de voto contra 36% de Flávio Bolsonaro, configurando um empate técnico dentro da margem de erro de 2,24 pontos percentuais. Em um eventual segundo turno, os papéis se invertem numericamente, mas a paridade persiste: Flávio aparece com 48% e Lula com 45%. A desaprovação do governo federal atingiu 52%, enquanto 41% dos entrevistados classificam a gestão atual como “péssima”.
A metodologia do Gerp envolveu a oitiva de 2.000 pessoas entre os dias 20 e 25 de março de 2026. Os dados foram ponderados por gênero, faixa etária, renda e região geográfica, apresentando um nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02846/2026. O crescimento da rejeição de Flávio Bolsonaro ocorre em um período de forte exposição midiática do senador, que tem buscado suavizar sua imagem para atrair o eleitorado jovem.
Enquanto a polarização domina os índices mais altos, candidatos considerados de “terceira via” ou nomes regionais apresentam as menores taxas de rejeição, mas também enfrentam dificuldades para romper a barreira dos dois dígitos nas intenções de voto. Ciro Gomes aparece com 12% de rejeição e 7% de intenções de voto no primeiro turno, enquanto nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema tentam capitalizar sua baixa rejeição para se tornarem alternativas viáveis em um cenário de alta resistência aos líderes das principais coalizões.




