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Relatório da CPMI do INSS pede prisão de “Lulinha” e indiciamento de 215 pessoas

Deputado Alfredo Gaspar aponta filho do presidente Lula como peça em esquema de fraudes; documento cita transações suspeitas e vínculos com operadores do INSS.

O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão, solicitando a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula. O documento, que ainda precisa ser votado pelos membros da comissão, pede também o indiciamento de outras 215 pessoas envolvidas em um suposto esquema de fraudes e desvios na autarquia previdenciária. A investigação aponta que Lulinha mantinha vínculos com operadores centrais do esquema, incluindo transações financeiras suspeitas.

De acordo com o relatório, Lulinha atuaria em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como o principal operador financeiro e lobista do grupo. O esquema envolvia a utilização de empresas de fachada para a circulação de dinheiro desviado e o pagamento de propinas a agentes públicos. O texto detalha que o filho do presidente teria realizado viagens internacionais e movimentações bancárias que reforçam os indícios de sua participação na organização criminosa.

Além de familiares do presidente, o relatório de Alfredo Gaspar mira nomes do alto escalão do governo e do setor financeiro. Entre os pedidos de indiciamento estão:

  • Alessandro Antônio Stefanutto: Ex-presidente do INSS, apontado como o “cabeça” das atividades ilícitas.

  • Carlos Lupi e José Carlos Oliveira: Ex-ministros da Previdência, acusados de omissão e facilitação do esquema.

  • Weverton Rocha (PDT-MA): Senador citado como suporte político da organização.

  • Daniel Vorcaro (Banco Master): Investigado por irregularidades em contratos de crédito consignado.

O relator recomendou que as conclusões da CPMI sejam encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) para a abertura de inquéritos criminais. Gaspar também pede que a Dataprev e o INSS iniciem procedimentos administrativos para apurar a conduta de servidores envolvidos em falsidade ideológica. O relatório destaca que o esquema movimentou quantias bilionárias por meio da obtenção fraudulenta de assinaturas de idosos e o controle de associações de classe por meio de “laranjas”.

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