Medida visa conter o impacto fiscal diante da escalada do preço do petróleo no mercado internacional, afetado por recentes tensões no Oriente Médio.
O governo federal estuda suspender, já na próxima semana, o subsídio temporário aplicado aos preços da gasolina. A equipe econômica e o Ministério de Minas e Energia iniciaram discussões de emergência para reavaliar a política de contenção de preços após uma nova e severa onda de ataques militares registrada no Irã, que voltou a desestabilizar o mercado global de energia.
A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio provocou uma reação imediata nas bolsas internacionais, empurrando o preço do barril de petróleo tipo Brent para patamares elevados. Diante desse cenário de alta repentina, técnicos do governo argumentam que a manutenção dos subsídios estatais demandaria um volume de recursos públicos insustentável para o Orçamento, ameaçando o cumprimento das metas fiscais estabelecidas para o ano.
Embora a retirada da medida protetiva resulte em um repasse direto e imediato do aumento dos combustíveis para as bombas dos postos de todo o país — gerando preocupações sobre o impacto inflacionário —, fontes ligadas ao Palácio do Planalto apontam que a prioridade no momento é blindar as contas públicas contra choques externos. A decisão final deve ser anunciada após uma reunião técnica com a diretoria da Petrobras, prevista para os próximos dias.




