Polícia Civil identifica histórico de assédio contra a vítima, encontrada morta na sala de casa no interior de MT.
A investigação sobre o assassinato de uma jovem em Tangará da Serra (240 km de Cuiabá) ganhou novos desdobramentos que reforçam a tese de crime motivado por importunação sexual. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito, que é vizinho da vítima, enviou diversas mensagens de cunho obsceno e invasivo para a jovem nos dias que antecederam o crime.
O corpo da vítima foi encontrado por familiares na sala da residência onde ela morava. Durante a análise do aparelho celular da jovem, os investigadores descobriram o comportamento predatório do suspeito, que utilizava as mensagens para tentar forçar um contato íntimo. O conteúdo das mensagens foi fundamental para que a polícia traçasse o perfil do agressor e estabelecesse a conexão direta entre ele e a vítima.
De acordo com as autoridades de Tangará da Serra, o vizinho aproveitava a proximidade física das casas para monitorar os horários da jovem. A linha de investigação trabalha com a hipótese de que ele tenha invadido a casa ou abordado a vítima após novas recusas às suas investidas, resultando na agressão fatal. O suspeito foi detido e os registros digitais estão sendo usados como prova técnica no inquérito que apura o crime de feminicídio.
O crime causou profunda consternação no município, especialmente pela revelação de que a jovem vinha sendo alvo de assédio silencioso. A Polícia Civil agora aguarda laudos periciais da Politec para confirmar se houve violência sexual antes do homicídio. O caso serve como um alerta para a importância de denunciar mensagens e abordagens de cunho importunador antes que a violência escale para desfechos trágicos.




