Líder de organização criminosa que cumpria pena em presídio federal de segurança máxima obteve autorização para regressar ao sistema prisional do estado.
Uma recente decisão do Poder Judiciário autorizou o retorno de um dos principais chefes de uma facção criminosa atuante em Mato Grosso para o sistema prisional do estado. O detento, que possui uma condenação unificada que soma mais de 245 anos de reclusão por crimes como homicídios, latrocínios, tráfico de drogas e organização criminosa, cumpria pena isolado em uma penitenciária federal de segurança máxima fora do território mato-grossense.
A transferência para o sistema federal havia sido determinada anteriormente como uma medida de segurança pública estratégica para desarticular a cadeia de comando da facção e cessar as ordens de crimes que partiam de dentro das unidades estaduais. No entanto, após o esgotamento do prazo legal de permanência no regime federal e a análise de recursos apresentados pela defesa, a Justiça compreendeu que não há óbices legais para o recambiamento do preso ao seu estado de origem.
O possível retorno do líder criminoso acendeu o alerta nas forças de segurança e no setor de inteligência do Sistema Penitenciário de Mato Grosso. Órgãos de controle e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) monitoram de perto os trâmites da transferência, uma vez que a presença de lideranças desse escalão exige a adoção de protocolos rígidos de isolamento, como a alocação em alas de segurança máxima ou na Penitenciária Central do Estado (PCE), para evitar a retomada do controle das galerias e novas articulações com a criminalidade externa.
A decisão judicial estipula que o recambiamento seja feito sob forte esquema de escolta policial para garantir a integridade da operação. O Ministério Público acompanha o andamento do processo e avalia se ingressará com novas medidas restritivas ou pedidos de renovação da permanência no sistema federal, argumentando o alto risco que o perfil do condenado representa para a estabilidade da segurança pública dentro das unidades prisionais de Mato Grosso.




