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Dona de pet shop onde cão sofreu queimaduras é presa e solta após pagar fiança em Cuiabá

Equipamentos do estabelecimento irregular foram retirados do local antes da perícia para esconder defeito em máquina que queimou cachorro.

A proprietária de um pet shop clandestino foi presa pela Polícia Civil em Cuiabá sob a acusação de fraude processual. A empresária estava sendo procurada desde o início de uma investigação que apura graves lesões provocadas em um animal de estimação e se apresentou na delegacia acompanhada por um advogado. Após o cumprimento do mandado e o depoimento, ela foi liberada mediante o pagamento de fiança.

O caso que deu origem à investigação policial ocorreu no bairro Jardim das Palmeiras, na capital, onde um cachorro da raça Shih-Tzu, chamado Teddy, sofreu queimaduras de segundo grau em várias partes do corpo durante um procedimento de banho e secagem. De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, a dona do estabelecimento ocultou da tutora a gravidade do ocorrido e alegou falsamente que as lesões decorreram de um problema repentino no fusível da secadora de animais. Devido aos ferimentos severos, Teddy precisou ser internado em estado grave.

Durante as diligências no local para apurar a denúncia de maus-tratos, os investigadores constataram que o pet shop operava de forma totalmente irregular, sem nenhum tipo de registro ou alvará de funcionamento. A fraude processual foi configurada no momento em que a equipe policial descobriu, por meio de imagens de segurança e vistorias, que os equipamentos e máquinas utilizados no dia das lesões foram propositalmente retirados do imóvel antes da chegada da perícia técnica, com o nítido objetivo de obstruir o trabalho e impedir a análise mecânica do aparelho.

Diante do flagrante de adulteração e ocultação de provas essenciais para o inquérito, a autoridade policial arbitrou uma fiança equivalente a três salários mínimos para que a investigada pudesse responder ao processo em liberdade. O valor foi recolhido e a empresária foi solta. O cão Teddy continua sob cuidados veterinários intensivos em uma clínica particular, enquanto a Polícia Civil conclui o relatório que imputará à dona do comércio ilegal os crimes de lesão corporal contra animal, operação de atividade sem licença e fraude.

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