Ação rápida das forças de segurança desarticulou sessão de tortura e apreendeu armas e munições com os suspeitos.
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão em flagrante de oito pessoas e conseguiu impedir a execução de um suposto “salve” — termo utilizado no submundo do crime para designar sessões de tortura e castigos físicos aplicados por facções criminosas. A ação policial ocorreu em um bairro de Cuiabá, após as equipes receberem denúncias anônimas sobre a movimentação suspeita em uma residência que servia de cativeiro.
Ao se aproximarem do local indicado, as equipes do batalhão de área e de forças especializadas cercaram o perímetro e realizaram a incursão no imóvel. No interior da residência, os policiais flagraram o grupo mantendo vítimas em cárcere privado, prontas para receberem as agressões determinadas pelas lideranças da organização criminosa como forma de punição por desavenças internas ou descumprimento de regras do grupo.
Durante as buscas e o processo de imobilização dos suspeitos, a Polícia Militar apreendeu armas de fogo, munições de diversos calibres, além de aparelhos celulares e materiais que seriam utilizados para amarrar e agredir as vítimas. A intervenção rápida dos militares evitou que as pessoas mantidas presas sofressem lesões graves ou fossem executadas pelos criminosos.
Todos os oito detidos foram conduzidos à Central de Flagrantes de Cuiabá, onde foram autuados por crimes como associação criminosa armada, cárcere privado, tortura tentada e porte ilegal de arma de fogo. As investigações agora seguem sob a responsabilidade da Polícia Civil, que busca identificar a cadeia de comando da facção e descobrir quem ordenou o julgamento paralelo.




