Investigadores apontam que líderes repassavam ordens por meio de aplicativos de mensagem, sem participar diretamente da execução.
Uma operação policial foi deflagrada em Mato Grosso para desarticular um grupo criminoso que coordenava atividades ilícitas à distância na região do Xingu. De acordo com as investigações, os líderes da organização não participavam diretamente da execução dos crimes em campo, utilizando aplicativos de mensagem para repassar ordens e coordenar as ações criminosas de forma remota.
O monitoramento realizado pela inteligência policial identificou que essa estrutura descentralizada permitia aos chefes do bando monitorar a rotina local e determinar roubos, ameaças e tráfico na região sem se exporem fisicamente. A comunicação criptografada por redes sociais e aplicativos era o principal canal de ligação entre o núcleo de comando e os executores que operavam nas cidades da região do Xingu.
Durante a ofensiva, os policiais cumpriram ordens judiciais de busca, apreensão e prisão expedidas pelo Poder Judiciário. O objetivo principal, além de prender os comparsas que atuavam na ponta da linha, é coletar dispositivos eletrônicos, celulares e computadores que possam robustecer as provas sobre a cadeia de comando e a lavagem de dinheiro obtido com os crimes.
Todo o material apreendido ao longo do dia foi encaminhado para as delegacias responsáveis pela operação para passar por análise técnica e perícia. A Polícia Civil informou que a desarticulação do braço tecnológico e de comunicação do grupo é fundamental para cessar a onda de criminalidade que afetava moradores e produtores rurais daquela parte do estado.




