Presidente da Assembleia Legislativa descarta candidatura de última hora e avisa que apoio do partido está condicionado à composição na chapa majoritária.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e dirigente estadual do Podemos, deputado Max Russi, negou peremptoriamente qualquer intenção de concorrer ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A declaração afasta os rumores recentes, iniciados após o deputado Eduardo Botelho (MDB) ventilar a possibilidade de uma chapa encabeçada por Russi, tendo a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata a vice-governadora.
A conjectura, no entanto, perdeu força definitivamente após Janaina selar acordo com o Partido Liberal (PL) para disputar o Senado na chapa de seu sogro, o candidato ao governo Wellington Fagundes.
Recusa ao “Plano de Última Hora”
Em entrevista concedida à imprensa no Palácio Paiaguás, Max confirmou que chegou a ser sondado para o projeto majoritário, mas deixou claro que não tem o perfil para aventuras eleitorais improvisadas.
“Eu fui procurado. Não pelo Wellington, mas pela Janaina, e o Jayme falou comigo. Eu não vou entrar em uma disputa nos 45 minutos do segundo tempo, sozinho, para formar um grupo e organizar uma campanha gigante como essa sem conversar com meus companheiros. Para você entrar em um processo como esse, tem que ter a desistência de alguém. Impor uma candidatura ou fazer uma dissidência não é a forma que o deputado Max constrói política”, enfatizou o parlamentar.
O Peso do Podemos e a Exigência pela Vice-Governadoria
Ao se retirar da cabeça de chapa, Russi posicionou o Podemos como uma das legendas mais cobiçadas deste fim de janela partidária. O deputado revelou que o partido tem sofrido forte assédio político de ambas as frentes: tanto do grupo governista, liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), quanto do bloco encabeçado por Wellington Fagundes (PL).
Para selar qualquer aliança, Max foi categórico ao afirmar que o Podemos exige a indicação do candidato a vice-governador. Como trunfo, o partido apresenta um sólido capital político, composto por uma base de mais de 30 prefeitos em Mato Grosso.
O grupo já colocou quatro nomes à disposição para compor a vaga de vice:
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Alessandra Ferreira: primeira-dama de Rondonópolis.
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Katiuscia Mantelli: vereadora por Cuiabá.
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Elson Ramos: empresário.
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Paulo Lucion: empresário.
“Qualquer nome do partido que atender ao perfil serve. Nós temos nomes para vice e para suplência. Se pegar o nome do Podemos, fortalece bastante e faz um reconhecimento à nossa chapa de deputados e a um partido que tem mais de 30 prefeitos”, avaliou Max, revelando que tem dialogado ativamente tanto com os interlocutores do PL quanto com membros da base governista.
Diálogo e Origem Política
Com os prazos para as definições partidárias se esgotando nesta semana, o presidente da ALMT reforçou que o cenário exige cautela e conversas constantes com os 25 candidatos da chapa estadual e os nove da chapa federal do Podemos.
Questionado sobre os próximos passos e a construção de suas alianças, Max ressaltou sua trajetória independente para afastar pressões externas:
“Eu não tenho padrinho político, não tenho financiador e não vim de origem política. Eu venho do meu trabalho, do meu esforço, do meu diálogo e da minha conversa”, concluiu.
O portal VTnews continuará monitorando as movimentações decisivas nos bastidores políticos de Mato Grosso até o fim do prazo das convenções.




