Candidato do PL elogia modelo de Bukele para a segurança, promete criação de 500 mil vagas em presídios e tenta barrar avanço da proposta de redução de jornada no Senado.
O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), senador Flávio Bolsonaro, reuniu-se neste domingo (30), em São Paulo, com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Nayib Bukele, de El Salvador. Ao término do encontro em um hotel no centro da capital paulista, o parlamentar defendeu o endurecimento das normas penais no Brasil, prometeu a abertura de 500 mil novas vagas em penitenciárias e defendeu o aumento da população encarcerada no país.
A reunião contou com a presença do candidato a vice-presidente na chapa, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), e do senador Sergio Moro (União/PL), candidato ao governo do Paraná.
Inspiração no Modelo Salvadorenho e Propostas Penais
Flávio elogiou as medidas implantadas pela administração Bukele, classificando a experiência do país centro-americano como referência para o resgate da autoridade estatal e o combate ao crime organizado:
“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso que nós vamos criar mais de meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular e comércio tenha no mínimo oito anos de cadeia e fique preso.”
— Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência.
O presidenciável destacou a necessidade de eleger bancadas expressivas na Câmara dos Deputados e no Senado para aprovar alterações constitucionais inspiradas no modelo externo:
“Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz, firme, para defender os cidadãos, para defender as vítimas, e não os bandidos, como faz o atual governo.”
O plano de segurança de Flávio inclui o enquadramento de facções e milícias como organizações narcoterroristas, o fim da progressão de regime para crimes hediondos e a redução da maioridade penal.
Contraponto à PEC do Fim da Escala 6×1
Na saída da reunião, Flávio Bolsonaro também abordou a pauta trabalhista que será apreciada no esforço concentrado do Senado Federal. O parlamentar afirmou que atuará contra o texto apoiado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendendo uma proposta alternativa baseada no modelo de contratação e remuneração por hora trabalhada:
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Flexibilização de Jornada: O senador argumentou que o modelo alternativo permitirá ao trabalhador escolher os dias e as horas de atuação semanal, garantindo proporcionalidade de direitos.
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Exemplo Citado: Flávio citou mulheres chefes de família que necessitam de jornadas reduzidas de quatro horas diárias para conciliar a rotina com os cuidados dos filhos.
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Críticas da Oposição: A campanha do PL avalia que a imposição da escala reduzida sem flexibilização de custos onera o setor produtivo e gera impacto negativo sobre o emprego formal.
Articulação Regimental e Esforço Concentrado no Senado
Nos bastidores do Congresso Nacional, a coordenação da campanha de Flávio — liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) — buscará adiar a votação da PEC do Fim da Escala 6×1 e da PEC da Segurança Pública. A estratégia da oposição consiste em exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno, que prevê interstício mínimo de cinco sessões entre os turnos de votação.
Contudo, parlamentares governistas apontam ambiente favorável à aprovação das matérias. O relator da PEC da jornada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Omar Aziz (PSD-AM), já protocolou parecer favorável à manutenção do texto integral, prevendo a redução gradual da jornada para 40 horas semanais com dois dias de descanso.
O presidente Lula reforçou a mobilização nas redes sociais nos últimos dias, afirmando que o descanso remunerado e a redução de jornada são compromissos prioritários e que o governo trabalhará para assegurar os votos necessários no plenário.
O portal VTnews continua acompanhando os bastidores da corrida presidencial, as diretrizes de segurança e a tramitação das pautas no Congresso Nacional.




