AGU confirma que recorrerá contra afastamento de Andrei Rodrigues; ala de ministros cogita afastamento de Moraes visando sucessão da Corte em 2027, enquanto grupo governista aposta em arquivamentos.
A decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, agravou a instabilidade institucional instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito dos desdobramentos do caso Banco Master. A medida abriu uma nova frente de disputa entre os Poderes em Brasília: a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que recorrerá formalmente para anular a ordem de suspensão das funções da cúpula da corporação.
Nos bastidores, o grupo alinhado a Mendonça sustenta que Andrei teria colocado a estrutura de inteligência a serviço de interesses do ministro Alexandre de Moraes, imputação veementemente negada pelo chefe da corporação. Em contrapartida, interlocutores da direção da PF rebatem as suspeitas enfatizando que a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi executada e coordenada sob a própria gestão de Andrei Rodrigues.
STF Racha Entre Duas Vias para Conter Desgaste
Com o avanço das tensões, a crise ultrapassou as apurações financeiras originárias e transformou-se em um embate existencial sobre a governabilidade da própria Corte, dividindo os ministros em duas alas estratégicas:
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Solução “Da Porta para Fora” (Afastamento de Moraes): Setores do tribunal articulam que a resolução do desgaste exige o afastamento formal de Alexandre de Moraes de suas funções judicantes e, caso uma apuração futura confirme irregularidades, sua eventual saída do STF. O ponto nevrálgico dessa ala envolve a linha sucessória: há crescente pressão interna para impedir que Moraes assuma a Presidência do Supremo Tribunal Federal, posto para o qual está projetado na ordem regimental de rodízio em 2027.
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Solução “Da Porta para Dentro” (Pacificação Institucional): Por outro lado, o núcleo próximo a Moraes e a magistrados de perfil legalista rejeita qualquer hipótese de afastamento monocrático ou abertura de procedimento disciplinar. Essa corrente defende uma conciliação doméstica, baseada na declaração formal de nulidade dos relatórios periciais (diante de vícios formais apontados pela PGR) combinada com o encerramento do Inquérito das Fake News.
Decisões Cruciais Sob o Comando de Fachin e Plenário
O desfecho do impasse dependerá diretamente da condução do presidente do STF, Edson Fachin, e da pauta que será submetida ao plenário presencial:
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Prazos de Julgamento: A expectativa interna no tribunal é de que o julgamento colegiado sobre as representações cruzadas, o afastamento da cúpula da PF e o destino dos relatórios da Operação Compliance Zero ocorra apenas ao longo da próxima semana, após o término do prazo de cinco dias assinalado para as manifestações formais das partes.
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Questões a Serem Votadas: O plenário terá de deliberar se declara nulas as provas produzidas a partir da extração dos dados celulares de Vorcaro e se autoriza a instauração de inquérito administrativo ou penal contra magistrados da Casa.
O portal VTnews continua acompanhando as negociações de bastidores entre os ministros do STF, os recursos da Advocacia-Geral da União e as definições da Presidência da Corte em Brasília.




